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Confira a metodologia e resultados da pesquisa de opinião pública mais ampla do Paraná sobre CT&I

Para fazer referência a pesquisa de opinião pública survey, a imagem mostra uma lupa focando na população, com várias pessoas andando na rua.

A QCP – Inteligência em Políticas Públicas e Pesquisas foi responsável pela pesquisa no estado e descobriu como os paranaenses enxergam ciência, tecnologia e inovação Ao longo de 2025, a QCP – Inteligência em Políticas Públicas e Pesquisas conduziu uma pesquisa de opinião pública com metodologia survey para descobrir o interesse da população paranaense em ciência, tecnologia e inovação.  Com o objetivo geral de avaliar o interesse, o grau de informação, as atitudes, as visões e o conhecimento da população sobre a temática, a pesquisa “Percepção Pública de CT&I no Paraná” foi realizada pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação (NAPI) com o apoio da Fundação Araucária, órgão da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia. Sob coordenação do Prof. Dr. Paulo Afonso Bracarense Costa, Diretor de Pesquisas da QCP, fomos responsáveis pelo planejamento do trabalho de campo, coleta de dados, organização do banco de dados e análises estatísticas preliminares.  Com uma amostra de 2.684 pessoas, a pesquisa de opinião pública abrangeu as 10 mesorregiões, conforme divisão histórica do IBGE, que por sua vez são divididas em 39 microrregiões e 399 municípios, nos quais foram entrevistadas pessoas acima de 16 anos, em 88 municípios sorteados no estado.  Entenda a metodologia survey utilizada na pesquisa Percepção Pública de CT&I no Paraná A pesquisa foi realizada por meio de uma amostragem em cinco estágios: duas etapas de amostragem estratificada proporcional, uma etapa de amostragem por conglomerados, uma etapa de amostra sistemática e a última etapa através da amostra aleatória simples. As variáveis de controle definidas foram idade, escolaridade, sexo e, posteriormente, a renda familiar: “Essas variantes foram o nosso controle para ter uma prova que a amostra representasse bem a população”, explicou o coordenador da pesquisa. É válido ressaltar que o resultado final dessa pesquisa de opinião pública atingiu um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 1,89% (arredondado para 2%).  O que significa uma pesquisa de opinião pública com 95% no nível de confiança? De acordo com o professor Paulo Bracarense, a porcentagem de 95% de confiança em uma pesquisa representa que a cada 100 amostragens feitas, em 95 a amostra coletada representará a população. Nos outros 5%, existe a probabilidade de sortear uma amostra não-representativa — e esse valor é chamado de “erro amostral”.  Paralelo ao nível de confiança, a pesquisa de opinião pública com metodologia survey também conta com o parâmetro da margem de erro, considerada o desvio do ponto central do resultado.  Os principais cuidados metodológicos na pesquisa de opinião pública survey Na pesquisa de opinião pública survey existem três pontos essenciais: a criação de um plano amostral eficiente, o desenvolvimento de um instrumento de coleta de dados que responda aos objetivos da pesquisa e uma abordagem de campo efetiva, onde o pesquisador deve estar preparado para coletar as respostas adequadas.  “O pesquisador de campo recebe o mapa da cidade e um roteiro, sobre onde ele deve ir pesquisar. Antes de iniciar a pesquisa, o pesquisador aplica o questionário com familiares, para garantir que não haja dúvidas na abordagem” ressalta Bracarense. Em relação à escolha dos entrevistados, Paulo Bracarense explicou que o processo de definição da amostra foi no formato estratificado proporcional domiciliar, ou seja, ocorreu por sorteios aleatórios, a partir das quatro variantes de controle.  Outro detalhe importante sobre a pesquisa de opinião pública survey é a forma de mensurar respostas erradas, em que a equipe técnica avalia a coerência das respostas coletadas pelo pesquisador. Para isso, existem as “perguntas de fechamento”, que comparam informações ao longo do questionário. Para garantir que o resultado da pesquisa Percepção Pública de CT&I no Paraná fosse ainda mais efetivo, o coordenador do projeto compartilhou que a QCP realizou 200 entrevistas a mais, para ter uma margem de 10% de segurança das respostas, considerando com a chance de perder esse número nas perguntas de fechamento ou por outros imprevistos.  Os principais desafios superados na pesquisa de opinião sobre a percepção pública paranaense O professor Paulo Bracarense destaca três principais desafios durante o processo:  Confira alguns dos resultados da pesquisa Percepção Pública de CT&I no Paraná Como a pesquisa de opinião Percepção Pública de CT&I no Paraná pode beneficiar a população do estado? O levantamento confirmou a suspeita de que as pessoas percebem pouco a importância relacionada à ciência, tecnologia e inovação. Mais do que apenas notar o que é cada uma dessas áreas, há também uma dificuldade em reconhecer quando a CT&I está presente no cotidiano. “Você tem uma fotografia de como a população percebe a importância da ciência, tecnologia e inovação na sua vida. Mais do que a importância, mas como ela percebe CT&I no dia a dia” — Prof. Dr. Paulo Bracarense A pesquisa também observou que a população não possui uma base adequada para esse reconhecimento, especialmente por uma falta de investimento maior no ensino de ciência desde os primeiros anos da educação básica, chegando à carência de iniciações científicas no Fundamental II e no Ensino Médio, mesmo o Paraná liderando o último ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O resultado da pesquisa de opinião Percepção Pública de CT&I no Paraná permite aos governantes, deputados estaduais, federais, vereadores e prefeitos das cidades determinarem políticas públicas na área de educação, de desenvolvimento científico e tecnológico e de iniciação científica. “O ganho da pesquisa é imenso, ele faz um diagnóstico de como está ciência, tecnologia, inovação e educação no estado e permite então a construção de políticas públicas, o investimento no próximo orçamento. Se o próximo político responsável com essa questão, ele terá nesta pesquisa elementos de sobra de onde pode investir e a quantidade de investimentos necessários” finaliza Paulo Bracarense.  Conheça a frente de pesquisas da QCP e realize a pesquisa de opinião pública da sua região conosco! Desde 2003, a QCP – Inteligência em Políticas Públicas e Pesquisas oferece soluções para desafios do setor público, privado e terceiro setor.  Entre nossas áreas de atuação, realizamos pesquisas de caráter qualitativo e quantitativo em todo o Brasil, com abrangência diversa —

Como garantir o desenvolvimento sustentável dos parques tecnológicos?

Imagem sobre sustentabilidade em parques tecnológicos.

Conheça a metodologia de pesquisa e implementação da QCP – Inteligência em Políticas Públicas Os parques tecnológicos representam espaços de inovação, que impulsionam o empreendedorismo e reúnem três setores: do conhecimento (universidade e centros de pesquisa), produtivo (indústrias e empresas) e do poder público.  No Brasil, de acordo com a plataforma InovaData, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), existem 64 parques tecnológicos em operação, 29 em processo de implantação e oito em planejamento.  Esses polos são subsidiados financeiramente e operacionalmente por indústrias e empresas, enquanto que as instituições de ensino e pesquisa fornecem conhecimento para estimular a inovação na economia. Já o poder público, contribui com recursos facilitadores para quem atua nos parques tecnológicos, como incentivos fiscais.  Além de se destacarem como ambientes de inovação e tecnologia, os parques tecnológicos também são baseados na colaboração entre as empresas pertencentes, já que o networking ocorre diariamente.  Apesar do incentivo público e ações das empresas e centros de conhecimento para o desenvolvimento dos parques tecnológicos, o Brasil ainda precisa percorrer um longo caminho para se firmar como referência mundial em inovação.  Por exemplo, é preciso ampliar a interiorização dos parques tecnológicos, tendo em vista que a maioria está concentrada em capitais ou regiões metropolitanas. Outro ponto é a criação de mais espaços assim nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Hoje, a maior parte dos parques tecnológicos está no Sul.   Para que os novos parques tecnológicos tenham um desenvolvimento sustentável e também para garantir que os polos existentes acompanhem as tendências de inovação mundial, é válido observar o contexto em que serão/estão inseridos, para identificar acertos e erros no processo de implementação. De que forma os parques tecnológicos podem alcançar o desenvolvimento sustentável?  A QCP – Inteligência em Políticas Públicas possui uma metodologia de implementação para parques tecnológicos. Ela foi elaborada para responder às realidades e desafios de cada território, sendo formada por quatro módulos: Diagnóstico, Estruturação, Implementação e Governança. Entenda a metodologia de implementação para parques tecnológicos da QCP! Conheça a atuação da QCP em parceria com o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos Com o objetivo de analisar o impacto econômico e social e de desenvolver estratégias de fortalecimento para o Parque de Inovação Tecnológica São José dos Campos (PIT SJC), a QCP – Inteligência em Políticas Públicas prestou uma consultoria de, aproximadamente, 1200 horas para o PIT SJC, com uma equipe multidisciplinar de 10 consultores e membros participantes do projeto. Durante o trabalho desenvolvido, foi realizada uma Análise SWOT (forças, oportunidades, fraquezas e ameaças), ressaltando os desafios presentes no cenário externo, mas também quais oportunidades devem ser aproveitadas.  Entre as principais informações obtidas, calculamos os benefícios econômicos em 2023 e a alta geração de empregos do ecossistema. Para garantir que o PIT SJC continue em processo de crescimento até 2028, identificamos as principais frentes que podem ser investidas, inclusive de expansão territorial. Qual metodologia de pesquisa foi usada no projeto do Parque Tecnológico de SJC? Para entender o impacto que o ambiente de inovação traz para a sociedade, aplicamos uma metodologia para o levantamento e análise de dados em quatro etapas: O Desk Research é um método eficiente e econômico, utilizado para coletar e analisar dados já existentes e publicados em fontes confiáveis. A partir da pesquisa secundária, conseguimos identificar tendências, contexto e comportamentos do PIT SJC, o que contribuiu para a tomada de decisão.  Foram consultadas centenas de fontes, sendo elas: noticiários, relatórios de associações industriais, websites especializados, normativas de Ministérios, artigos acadêmicos, bases de dados públicas, relatórios governamentais e documentos oficiais, contribuições de organizações internacionais, publicações de instituições de pesquisa e inovação, relatórios e balanços da APTSJC. A segunda etapa da metodologia consistiu na pesquisa primária, uma adaptação do Método Delphi, que é feito em ciclos de entrevistas com monitoramento e feedbacks, para que o grupo entre em um consenso sobre o mercado de atuação.  Realizamos dezenas de entrevistas em profundidade com atores relevantes do ecossistema de inovação e com interlocutores estratégicos vinculados ao projeto. As conversas, que somaram dezenas de horas, resultaram em um extenso material transcrito, com centenas de páginas de conteúdo analisável. Após reunirmos todos os dados, chegou a hora de estruturá-los. Para consolidar os inputs recebidos, consideramos estimativas baseadas em framework de análise desenvolvidos por especialistas; triangulação de múltiplas fontes para estimativas; utilização de dados primários e secundários da pesquisa.  Foram estipulados indicadores, que passaram por um processo de validação e inspeção de qualidade para garantir a precisão deles. No final desta etapa, a validação foi feita pelo Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos. Por fim, os especialistas da QCP – Inteligência em Políticas Públicas reuniram as etapas anteriores e identificaram os principais tipos de impacto no PIT, fornecendo insights para o fortalecimento da sua atuação. Quais outras soluções para parques tecnológicos a QCP – Inteligência em Políticas Públicas oferece? Nosso serviço de consultoria é adaptado para atender às necessidades de cada região, para que a vocação do território seja potencializada com as nossas estratégias.  Saiba mais sobre nossa metodologia de implementação de parques tecnológicos Em caso de dúvidas, você também pode entrar em contato pelo nosso site.

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