Como institutos e fundações empresariais impactam o setor público e social no Brasil?

No Brasil, institutos e fundações empresariais se destacam por possuírem um caráter cultural ou de assistência social. E apesar de seguirem esse escopo, essas entidades são formadas pela dotação de um patrimônio inicial, ao invés de surgirem de uma associação de pessoas físicas. Sujeitas a regulamentações específicas, previstas pelo Código Civil (arts.62/69), Código de Processo Civil (arts. 1199/1204) e Lei de Registros Públicos (arts.114/120), essas iniciativas apresentam características tanto de organizações da sociedade civil quanto do setor empresarial. Mas existem diferenças entre institutos e fundações empresariais! Enquanto o primeiro não consta na legislação brasileira e não possui enquadramento jurídico, podendo ser adotado como nome fantasia de qualquer organização do terceiro setor, as fundações empresariais possuem registro pelo Ministério Público. As fundações empresariais são obrigadas a possuírem um Estatuto Social e são descritas como “patrimônios constituídos para beneficiar uma causa”, segundo exposto no blog do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. Quais vantagens os institutos e fundações empresariais possuem? Qual a relação de institutos e fundações empresariais com o setor público e social no Brasil? Institutos e fundações empresariais têm ganhado relevância no fortalecimento de políticas públicas, inovação social e desenvolvimento sustentável, o que impacta diretamente na construção de um país mais justo e democrático. Essas organizações atuam, diretamente, na expansão da filantropia e em áreas de interesse público, como educação, cultura, saúde e meio ambiente. Há um debate constante sobre novos paradigmas, práticas e melhorias para a sociedade civil, sem que a preocupação com o lucro seja primordial. Mesmo que institutos e fundações empresariais não sejam estatais, essas organizações defendem direitos para a coletividade, principalmente nos contextos locais em que estão inseridas. Por isso, para o setor público e social, também existem benefícios em firmar parceria com essas instituições. Vale ressaltar que os institutos e fundações empresariais fazem o repasse voluntário de recursos privados, de forma transparente, monitorada e planejada. Esse tipo de organização facilita a prestação de contas esperada pelo setor público. Exemplos de atuação de institutos e fundações empresariais A QCP – Inteligência em Políticas Públicas acompanha de perto a atuação de institutos e fundações empresariais, como por exemplo o Itaú Social e o Instituto Votorantim. Ambas organizações realizam ações para o grupo infantojuvenil, seja na garantia de direitos gerais ou em prol da educação básica. respostas, considerando com a chance de perder esse número nas perguntas de fechamento ou por outros imprevistos. Conheça a atuação do Itaú Social Criado em 1993, o Itaú Social já desenvolveu diversos programas de melhoria da educação pública brasileira. Entre os objetivos das ações, pode-se citar: Descubra o que faz o Instituto Votorantim Desde 2002, o Instituto Votorantim desenvolve programas que visam um desenvolvimento sustentável em diversas áreas: meio ambiente, espaço empresarial, educação e sociedade. Entre as ações da instituição, pode-se destacar o Votorantim pela Infância e Adolescência (VIA), programa que atua na promoção e proteção dos direitos da criança e adolescentes. Como parâmetro, o VIA trabalha visando a redução dos índices de vulnerabilidade e da violência neste grupo, prezando por um desenvolvimento da qualidade de vida da comunidade atendida. Entre as frentes de atuação, estão o fortalecimento estratégico municipal da rede de proteção e o fortalecimento dosCentros Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, a fim de que sejam desenvolvidas políticas públicas mais eficazes. Como a QCP – Inteligência em Políticas Públicas contribui para as iniciativas de institutos e fundações empresariais? Por atuar como consultora para os institutos de fundações empresariais dos programas citados, a QCP – Inteligência em Políticas Públicas possui um portfólio somente para soluções sociais. Entretanto, nossa experiência é vasta, afinal, estamos há mais de 20 anos comprometidos com a melhoria da gestão pública, por meio de parcerias com órgãos governamentais, institutos e fundações empresariais. Possuímos interdisciplinaridade no planejamento e na execução dos projetos, transitando pelas áreas socioambientais, tecnológicas, políticas públicas, capacitações e pesquisas. Em relação à nossa parceria com o Itaú Social, destacamos a atuação técnica no programa Melhoria da Educação. Fornecemos apoio instrucional e técnico para cerca de 90 municípios e nove Arranjos de Colaboração intermunicipais (ADEs e Consórcios), a fim de que desenvolvessem seus planejamentos estratégicos e definissem as prioridades. Já sobre o Instituto Votorantim, a nossa parceria foi firmada em 2015 para a gestão do Programa Votorantim pela Infância e Adolescência. Juntos, atendemos 12 estados e 37 municípios, também alinhados com nove empresas do Grupo Votorantim. Na iniciativa, concretizamos metodologias em prol dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), como, por exemplo, a Régua de Maturidade. Nesse contexto de atuação técnica qualificada e compromisso com o fortalecimento das políticas públicas, a QCP também contribuiu para a elaboração do Plano Municipal de Enfrentamento às Violências contra Crianças e Adolescentes de Jaíba/MG, instrumento estratégico que organiza, integra e qualifica as ações da rede de proteção local. Construído a partir de diagnóstico territorial, articulação intersetorial e alinhamento aos marcos legais nacionais, o Plano reafirma a importância do planejamento como base para respostas mais eficazes, humanizadas e contínuas no enfrentamento das violências que atingem crianças e adolescentes. 👉 Convidamos você a conhecer o documento na íntegra e compreender como o município de Jaíba vem estruturando uma política pública sólida, articulada e comprometida com a garantia de direitos. QCP – Inteligência em Políticas Públicas: soluções personalizadas e sob medida Ao longo dos anos, desenvolvemos uma metodologia própria, que pode ser adaptada para qualquer desafio. Ela é composta por: Para saber como podemos transformar a atuação do seu instituto ou fundação empresarial por meio da nossa expertise em projetos institucionais, entre em contato conosco.
Confira a metodologia e resultados da pesquisa de opinião pública mais ampla do Paraná sobre CT&I

A QCP – Inteligência em Políticas Públicas e Pesquisas foi responsável pela pesquisa no estado e descobriu como os paranaenses enxergam ciência, tecnologia e inovação Ao longo de 2025, a QCP – Inteligência em Políticas Públicas e Pesquisas conduziu uma pesquisa de opinião pública com metodologia survey para descobrir o interesse da população paranaense em ciência, tecnologia e inovação. Com o objetivo geral de avaliar o interesse, o grau de informação, as atitudes, as visões e o conhecimento da população sobre a temática, a pesquisa “Percepção Pública de CT&I no Paraná” foi realizada pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação (NAPI) com o apoio da Fundação Araucária, órgão da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia. Sob coordenação do Prof. Dr. Paulo Afonso Bracarense Costa, Diretor de Pesquisas da QCP, fomos responsáveis pelo planejamento do trabalho de campo, coleta de dados, organização do banco de dados e análises estatísticas preliminares. Com uma amostra de 2.684 pessoas, a pesquisa de opinião pública abrangeu as 10 mesorregiões, conforme divisão histórica do IBGE, que por sua vez são divididas em 39 microrregiões e 399 municípios, nos quais foram entrevistadas pessoas acima de 16 anos, em 88 municípios sorteados no estado. Entenda a metodologia survey utilizada na pesquisa Percepção Pública de CT&I no Paraná A pesquisa foi realizada por meio de uma amostragem em cinco estágios: duas etapas de amostragem estratificada proporcional, uma etapa de amostragem por conglomerados, uma etapa de amostra sistemática e a última etapa através da amostra aleatória simples. As variáveis de controle definidas foram idade, escolaridade, sexo e, posteriormente, a renda familiar: “Essas variantes foram o nosso controle para ter uma prova que a amostra representasse bem a população”, explicou o coordenador da pesquisa. É válido ressaltar que o resultado final dessa pesquisa de opinião pública atingiu um nível de confiança de 95% e uma margem de erro de 1,89% (arredondado para 2%). O que significa uma pesquisa de opinião pública com 95% no nível de confiança? De acordo com o professor Paulo Bracarense, a porcentagem de 95% de confiança em uma pesquisa representa que a cada 100 amostragens feitas, em 95 a amostra coletada representará a população. Nos outros 5%, existe a probabilidade de sortear uma amostra não-representativa — e esse valor é chamado de “erro amostral”. Paralelo ao nível de confiança, a pesquisa de opinião pública com metodologia survey também conta com o parâmetro da margem de erro, considerada o desvio do ponto central do resultado. Os principais cuidados metodológicos na pesquisa de opinião pública survey Na pesquisa de opinião pública survey existem três pontos essenciais: a criação de um plano amostral eficiente, o desenvolvimento de um instrumento de coleta de dados que responda aos objetivos da pesquisa e uma abordagem de campo efetiva, onde o pesquisador deve estar preparado para coletar as respostas adequadas. “O pesquisador de campo recebe o mapa da cidade e um roteiro, sobre onde ele deve ir pesquisar. Antes de iniciar a pesquisa, o pesquisador aplica o questionário com familiares, para garantir que não haja dúvidas na abordagem” ressalta Bracarense. Em relação à escolha dos entrevistados, Paulo Bracarense explicou que o processo de definição da amostra foi no formato estratificado proporcional domiciliar, ou seja, ocorreu por sorteios aleatórios, a partir das quatro variantes de controle. Outro detalhe importante sobre a pesquisa de opinião pública survey é a forma de mensurar respostas erradas, em que a equipe técnica avalia a coerência das respostas coletadas pelo pesquisador. Para isso, existem as “perguntas de fechamento”, que comparam informações ao longo do questionário. Para garantir que o resultado da pesquisa Percepção Pública de CT&I no Paraná fosse ainda mais efetivo, o coordenador do projeto compartilhou que a QCP realizou 200 entrevistas a mais, para ter uma margem de 10% de segurança das respostas, considerando com a chance de perder esse número nas perguntas de fechamento ou por outros imprevistos. Os principais desafios superados na pesquisa de opinião sobre a percepção pública paranaense O professor Paulo Bracarense destaca três principais desafios durante o processo: Confira alguns dos resultados da pesquisa Percepção Pública de CT&I no Paraná Como a pesquisa de opinião Percepção Pública de CT&I no Paraná pode beneficiar a população do estado? O levantamento confirmou a suspeita de que as pessoas percebem pouco a importância relacionada à ciência, tecnologia e inovação. Mais do que apenas notar o que é cada uma dessas áreas, há também uma dificuldade em reconhecer quando a CT&I está presente no cotidiano. “Você tem uma fotografia de como a população percebe a importância da ciência, tecnologia e inovação na sua vida. Mais do que a importância, mas como ela percebe CT&I no dia a dia” — Prof. Dr. Paulo Bracarense A pesquisa também observou que a população não possui uma base adequada para esse reconhecimento, especialmente por uma falta de investimento maior no ensino de ciência desde os primeiros anos da educação básica, chegando à carência de iniciações científicas no Fundamental II e no Ensino Médio, mesmo o Paraná liderando o último ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O resultado da pesquisa de opinião Percepção Pública de CT&I no Paraná permite aos governantes, deputados estaduais, federais, vereadores e prefeitos das cidades determinarem políticas públicas na área de educação, de desenvolvimento científico e tecnológico e de iniciação científica. “O ganho da pesquisa é imenso, ele faz um diagnóstico de como está ciência, tecnologia, inovação e educação no estado e permite então a construção de políticas públicas, o investimento no próximo orçamento. Se o próximo político responsável com essa questão, ele terá nesta pesquisa elementos de sobra de onde pode investir e a quantidade de investimentos necessários” finaliza Paulo Bracarense. Conheça a frente de pesquisas da QCP e realize a pesquisa de opinião pública da sua região conosco! Desde 2003, a QCP – Inteligência em Políticas Públicas e Pesquisas oferece soluções para desafios do setor público, privado e terceiro setor. Entre nossas áreas de atuação, realizamos pesquisas de caráter qualitativo e quantitativo em todo o Brasil, com abrangência diversa —
Cidades Criativas: como e por quê investir nessa ideia?

Nos últimos anos, o conceito de Cidades Criativas tem ganhado força em uma variedade de ambientes ligados à cultura, desenvolvimento local e patrimônio histórico. Não estamos falando apenas de um espaço que reúne e estimula pessoas inventivas e com boas ideias, mas de um projeto que deve permanecer em constante evolução e que pode construir caminhos para municípios mais democráticos, independentes e prósperos. Essa política territorial é baseada na criatividade, reconhecendo e gerenciando de maneira responsável seus talentos locais para que novas soluções possam enfrentar os desafios urbanos atuais. Valorização da identidade, empreendedorismo, inovação e participação pública são aspectos fundamentais das cidades criativas. Então, como transformar essa ideia em casos concretos? Por mais políticas públicas a favor de cidades criativas É fundamental pensar em políticas públicas que priorizem a promoção de ecossistemas criativos locais, o fortalecimento da identidade cultural e a reorganização urbana equitativa para potencializar o desenvolvimento socioeconômico. Investindo em iniciativas que fomentam a criatividade, valorizam a cultura local e garantem acesso justo a serviços básicos, as cidades podem cultivar ambientes mais inclusivos, prósperos e colaborativos, beneficiando tanto seus habitantes quanto os diversos setores governamentais envolvidos. Podemos citar exemplos de cidades criativas no Brasil para demonstrar como gestões municipais e outras esferas do governo estão aplicando essa ideia de forma bem-sucedida. Em Belém, no Pará, temos um caso de ação articulada de diferentes atores locais em torno de uma mesma potencialidade: a cultura gastronômica – valorização que permitiu a entrada da cidade na rede da UNESCO. Penedo, em Alagoas, também é ótima referência de como o planejamento e trabalho articulado podem abrir oportunidades para cidades de todos os portes. Neste pequeno município histórico, às margens do Rio São Francisco, o audiovisual se tornou o motor para o desenvolvimento local, após a identificação da vocação cultural. 3 passos para incorporar essa ideia nos programas de governo A Quanta colabora com a implementação destas políticas nos planos de governo municipais, fornecendo orientações abrangentes e um roteiro claro e prático para uma integração efetiva. Em nosso projeto mais recente, editamos o guia “Transformação criativa das cidades brasileiras: Diretrizes para incorporação nos Programas de Governo Municipais de 2024”, para o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Para demonstrar a aplicação dessas diretrizes nos programas de governo, delineamos três passos essenciais com foco em uma implementação bem-sucedida: 1. Organização do Comitê: grupo responsável pela articulação das propostas na campanha; 2. Formulação das Propostas: sistematizadas, irão compor o Plano Municipal de Cidade Criativa, compreendendo desde o levantamento de indicadores até as ferramentas de análise; 3. Organização do programa: principal instrumento que sintetiza as ações de fortalecimento da criatividade no âmbito local: objetivos, metas e possíveis ações a serem desenvolvidas para alcançá-las – definidas a partir das potencialidades e demandas do município. O conceito de Cidades Criativas nos permite refletir sobre a evolução do desenvolvimento urbano e a redefinição dos pilares sobre os quais construímos nossas cidades – e este pode ser o futuro de ambientes mais inovadores, inclusivos, participativos, tolerantes, sustentáveis e conectados às novas tecnologias de informação e aos seus bens culturais. Quer conhecer alguns casos bem-sucedidos da implementação de Cidades Criativas no Brasil? Acesse a Revista Digital da QCP para conferir a descrição detalhada dos processos e resultados obtidos em Belém e Penedo: clique aqui.