Eleições 2024: como financiar uma campanha?
Descubra quais são as opções viáveis para um futuro candidato Quando decidimos nos candidatar a um cargo eletivo, ou seja, concorrer a eleição, logo ficamos preocupados em como conseguir o número de votos suficiente para que sejamos eleitos. Pensamos em todas as variáveis que uma eleição envolve, o número de reuniões que serão necessárias, o relacionamento com o partido, em nossas propostas e em todo o esforço necessário para atingir nosso objetivo. Entre todos os elementos necessários para vencer uma eleição, certamente o dinheiro é um dos mais fundamentais. No Brasil, as eleições dependem não só de boas propostas e uma boa rede de contatos, mas recursos financeiros que permitam que uma candidatura seja viável. Afinal, são estes os recursos que possibilitam a impressão de materiais, contratação de serviços, realização de atividades, impulsionamento de campanhas nas redes sociais, entre outros. Não existe eleição sem financiamento! Mas e aí, como conseguir este valor? No artigo de hoje, explicamos quais são os caminhos possíveis para financiamento de campanha eleitoral no Brasil. Continue lendo para descobrir. Como as campanhas eleitorais são financiadas no Brasil? No Brasil, as campanhas devem ser financiadas por dois tipos de recursos: públicos, provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário, e recursos privados, de pessoas físicas. O financiamento empresarial de campanhas, por empresas e pessoas jurídicas, foi proibido por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e consolidado na Lei nº 13.165/2015. Segundo o STF, o objetivo da proibição é evitar que as candidaturas fossem capturadas por interesses privados – se uma ou um candidata/o recebesse dinheiro de alguma empresa para sua campanha, poderia sofrer alguma pressão para que fossem privilegiados em futuros contratos ou na defesa de seus interesses dentro do governo. Planejamento financeiro Quando for planejar sua campanha, considere que você terá que contar com o financiamento público, definido por seu partido, e de pessoas físicas. Financiamento do partido Desta forma, é muito importante dialogar com seu partido para definir a quantidade de recursos que serão destinados às campanhas e como ele será distribuído entre cada uma. O FEFC, também conhecido como “Fundão”, foi aprovado em 2017 e é distribuído entre os partidos de acordo com os tamanhos das bancadas no Congresso. Os partidos também podem utilizar o Fundo Partidário, uma parcela de recursos públicos destinada a manutenção das legendas, para o financiamento das campanhas. Financiamento de pessoa física Além de conversar com seu partido, é fundamental contar com o apoio de pessoas físicas no financiamento de sua estratégia. Pessoas físicas podem doar até 10% de seus rendimentos do ano anterior, também por definição do STF. Uma das possibilidades é organizar vaquinhas virtuais, ou crowdfudings, que permitem a doação pela internet a candidaturas, e é permitido pela lei eleitoral. Recursos pessoais Se for da sua vontade, também é possível investir recursos pessoais em sua campanha. Alguns candidatos financiam uma parte substancial de suas próprias campanhas, usando seus próprios recursos financeiros para bancá-las. Justamente por ter algumas opções de financiamento para campanhas, é importante que o futuro candidato se planeje com antecedência, criando planos de ação baseados em cada possibilidade. Para ler mais artigos como este, continue navegando no blog. A QCP – Inteligência em Políticas Públicas é uma empresa que constrói soluções para organizações do setor público ou de interesse público, com amplo conhecimento teórico, técnico e prático.
Como inserir o jovem no debate político brasileiro?
O investimento em educação política é o melhor caminho para aproximar as novas gerações da política do país “Eles são o futuro da nação”. Certamente você já ouviu essa frase ao se referir sobre a juventude de um país. Por mais clichê que ela possa parecer, não é possível dizer que é mentira. Justamente por isso, é tão importante inserir as gerações mais jovens no debate político do país, visando não só o desenvolvimento da sociedade quanto a própria saúde da democracia. Mas como fazer isso? No artigo de hoje, trazemos algumas ideias sobre como inserir o jovem no debate político brasileiro. Vamos juntos descobrir? Inclusão por meio da educação A educação política desempenha um papel crucial na inserção do jovem no debate político brasileiro. Em um país com uma vasta história política e com desafios e desigualdades significativas, a formação sociopolítica dos jovens se torna essencial para o desenvolvimento de uma sociedade democrática mais robusta e inclusiva. Por meio da educação, o jovem brasileiro tem o conhecimento necessário para compreender o sistema político do Brasil. Isso inclui aprender sobre a estrutura do governo, os diferentes poderes (executivo, legislativo e judiciário), os partidos políticos e as principais questões políticas e sociais que afetam o país. Sem este tipo de conhecimento, é difícil entender a relevância destas dinâmicas e se envolver com processos eleitorais. Diálogo democrático Para que os jovens tenham vontade de participar da vida política, é essencial que ele aprenda, desde criança, a importância da vida em comunidade e de manter um diálogo democrático com outras pessoas. Quantas oportunidades você lembra de ter tido, no ambiente escolar, para fazer esse tipo de discussão? Este é um caminho que deve ser melhor explorado para que tenhamos mais jovens interessados na vida política do país. Um dos caminhos possíveis é criar ambientes de debate entre os estudantes, como na criação de grêmios e diretórios escolares. Estas instituições podem ser importantes espaços de amadurecimento político, devendo sempre ser orientados por princípios democráticos e de boa convivência. Podemos dizer que, ao investir na educação política dos jovens, o Brasil pode fortalecer sua democracia e garantir que as vozes e as perspectivas da juventude sejam ouvidas e consideradas na tomada de decisões políticas. Para ler mais artigos como este, continue navegando no blog. A QCP – Inteligência em Políticas Públicas é uma empresa que constrói soluções para organizações do setor público ou de interesse público, com amplo conhecimento teórico, técnico e prático.
Você está pronto para concorrer às eleições em 2024?
Confira o checklist para decidir se está preparado(a) ou não para concorrer ao pleito do próximo ano Adicione o texto do seu título aqui Falta praticamente um ano para as Eleições Municipais de 2024 e quem pretende concorrer ao pleito já precisa começar a se preparar e refletir sobre as possibilidades. Afinal, quem quer ter uma eleição de sucesso não trabalha só na campanha, mas precisa construir sua estratégia eleitoral com antecedência! E você sabe se já está pronto(a) para concorrer às eleições de 2024? Leia este artigo até o final para conferir os principais pontos essenciais para essa decisão! Filiação a um partido Antes mesmo de pensar em suas estratégias e promessas, é preciso estar filiado(a) a um partido político. Você não precisa definir isso agora – o prazo para filiação é só em 2024 – mas é importante pensar com quais partidos você se identifica e até conversar com algumas lideranças para entender o espaço que sua campanha pode ter. Quanto mais forte for a sua relação com seu partido, principalmente no diretório municipal, mais espaço você poderá ter para desenvolver sua campanha, inclusive com acesso aos recursos partidários para potencializar sua campanha. Eleitores em potencial Além de pertencer a um partido, é importante compreender seu maior capital político: seus eleitores(as). São eles(as) que irão garantir sua eleição em 2024! Para começar, é importante saber quantos votos você precisa para se eleger. Com esses números em mãos, você consegue definir sua meta de votos e começa a pensar em como alcançá-la. Bandeiras de campanha As bandeiras de campanha são os temas que você pretende defender enquanto candidato(a). Podem ser temas que você conhece bem e tem a ver com a sua trajetória, mas também devem dialogar com o item anterior – seus eleitores! Por isso, é importante analisar quais são suas maiores necessidades: são eleitoras mulheres, com filhos pequenos? Ou empreendedores? Pode ser que sua atuação esteja focada em áreas como saúde ou educação, por exemplo. Tudo isso são elementos que ajudam a construir suas bandeiras de campanha. Aproveite os últimos meses de 2023 e o início de 2024 para conhecer bem seus eleitores, mapear suas demandas e construir suas bandeiras bem alinhadas com as necessidades do seu público. Equipe de campanha Campanhas são potencializadas por uma equipe de campanha ativa e integrada. O tamanho dela vai depender da sua meta de votos e também do tamanho do seu município – se você precisa fazer campanha em muitos locais ou com muitos públicos diferentes, pode precisar de mais gente com você. É importante contar com uma boa equipe de voluntários(as), para que sua campanha não fique muito cara. Além disso, voluntários(as) costumam se engajar mais nas atividades e contribuem com ideias para otimizar as ações. No entanto, pode ser preciso contratar pessoas também, para atividades de rua, panfletagem, entre outros. Neste período de planejamento, aproveite para pensar em quem poderia te apoiar nessa jornada, já contribuindo no planejamento e construção das suas bandeiras. Contar com pessoas de dentro do partido também é uma boa estratégia! Estratégia de comunicação É hora de começar a ser conhecido(a) por seus eleitores. Você ainda não pode se apresentar como candidato(a) – isso é campanha antecipada! – mas já pode se colocar como uma liderança e apresentar seu projeto político. Dependendo da quantidade de votos necessária, quanto antes as pessoas te conhecerem, melhor! Estar em evidência antes da campanha vai te ajudar a pedir votos com muito mais tranquilidade em 2024. Comece a pensar em conversas com eleitores em potencial, redes sociais e outros canais que podem ampliar sua voz enquanto representante de mais pessoas. Possíveis doadores Eleitores e equipe de campanha são ativos enormes, mas também vai ser preciso contar com doadores para que todos os seus planos se materializem. Além disso, solicitar doações de campanha é uma boa forma de apresentar suas bandeiras e engajar mais pessoas em seu projeto. Lembre-se que só é possível receber doações durante o período eleitoral, ou seja, só perto da eleição de 2024. Contudo, é fundamental mapear possíveis fontes de recurso (inclusive do partido!) para não perder tempo com essa atividade na campanha, que passa super rápido. Bora usar essas dicas desde já? E aí, como você está de preparação para 2024? Os 12 meses que antecedem o pleito são essenciais para deixar tudo rodando e pronto para você brilhar na campanha em 2024. Para ler mais artigos como este, continue navegando no blog. A QCP – Inteligência em Políticas Públicas é uma empresa que constrói soluções para organizações do setor público ou de interesse público, com amplo conhecimento teórico, técnico e prático.
Eleições 2024: o que se sabe até agora
Confira a data, cargos concorridos e outras informações importantes sobre o pleito municipal Daqui a pouco mais de um ano, eleitores e eleitoras do Brasil retornarão às urnas para escolher prefeitos e vereadores dos 5.568 municípios brasileiros. O primeiro turno será realizado no dia 6 de outubro. Continue lendo este artigo para saber mais informações sobre o pleito que acontecerá no próximo ano. Eleições 2024: o que se sabe até agora Como dissemos acima, o pleito do próximo ano acontece no dia 6 de outubro de 2024. Serão escolhidos os 27 prefeitos das capitais e do Distrito Federal, além das outras mais de 5.500 cidades do país. Os eleitores também escolherão os representantes da Câmara dos Vereadores de cada município. Apenas as cidades com mais de 200 mil eleitores, que não decidirem no primeiro turno o cargo de prefeito, contarão com segundo turno – que deve ocorrer no último domingo de outubro. Mudanças nas regras Possíveis alterações no processo eleitoral precisam acontecer até o próximo mês de outubro, com um ano de antecedência, como prevê o artigo 16 da Constituição Federal. Sendo assim, qualquer mudança legislativa que altere o processo eleitoral precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional com um ano de antecedência da eleição para obedecer ao princípio da anterioridade eleitoral. Para entrarem em vigor e valerem para a próxima Eleição, as alterações na legislação eleitoral precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal e, em seguida, sancionadas pela Presidência da República até o dia 5 de outubro deste ano. Início das fiscalizações Também um ano antes das eleições, tem início o processo de fiscalização das urnas. Agora em outubro, por exemplo, acontece a abertura dos códigos-fontes das urnas eleitorais. Esta é apenas uma das cerca de 40 fases de fiscalização do processo eleitoral brasileiro. A abertura dos códigos-fonte faz parte do Ciclo de Transparência previsto na Resolução TSE n° 23.673/2021, e é o momento em que as instituições habilitadas (órgãos federais, partidos políticos, universidade, entre outros) realizam a inspeção dos códigos-fonte. Para ler mais artigos como este, continue navegando no blog. A QCP – Inteligência em Políticas Públicas é uma empresa que constrói soluções para organizações do setor público ou de interesse público, com amplo conhecimento teórico, técnico e prático.
Conheça a atuação da QCP em projetos de Altamira (PA)
A engenheira e responsável técnica pelos projetos falou sobre o trabalho feito em campo A QCP – Inteligência em Políticas Públicas tem acumulado uma longa e exitosa experiência na realização de trabalhos no campo socioambiental, estuda como uma a atividade econômica afeta e é afetada pelos diversos processos sociais e ambientais. Um exemplo de sucesso para esta área é o desenvolvido em Altamira (PA), em que realizamos serviços de avaliação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES), produção de manual de gestão e de operação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e das dezoito Estações Elevatórias de Esgoto (EEE), todas localizadas na zona urbana de Altamira. Sobre o projeto, conversamos com a engenheira Claudete de Oliveira, que foi a responsável técnica pela concepção dos projetos de Nova Estação de Tratamento de Água, Nova Adutora e Nova Estação de Captação de Água. Confira abaixo o bate-papo: QCP: Como a QCP – Inteligência em Políticas Públicas atuou nos projetos de Altamira (PA)? Claudete: Nós participamos de várias etapas deste grandioso projeto, iniciando com a elaboração dos termos que referência para contratação das obras, especificações técnicas dos equipamentos, acompanhamento e suporte no processo de licitação e por fim, através da metodologia de Sala de Situação, fizemos o acompanhamento da implantação das obras garantindo com sua expertise a fidelidade aos documentos técnicos de projeto e o cumprimento dos prazos de execução. QCP: Como este projeto contribuiu para a melhoria do meio ambiente local? Claudete: Sendo a região norte do nosso país a mais carente em saneamento básico, a ampliação do Sistema de Abastecimento do município de Altamira trouxe disponibilidade hídrica para a população local, promovendo a segurança do consumo de água potável – e com isso todos os benefícios agregados como o distanciamento das doenças de veiculação hídrica. QCP: Quais foram os desafios enfrentados? Como a QCP superou? Claudete: A ampliação do Sistema de Abastecimento contava com o envolvimento de cerca de seis prestadores de serviços responsáveis pelas obras de diversas frentes de trabalho. O maior desafio enfrentado era conseguir fazer com que as diversas obras realizadas seguissem dentro dos cronogramas e que, principalmente, a interface entre elas, que inevitavelmente acontecia, se desse de forma a não causar atrasos no cronograma geral do projeto. Para superar este desafio, a QCP lançou mão da metodologia da Saka de Situação que consistia em acompanhar, através de uma equipe multidisciplinar e altamente capacitada, os tempos de todas as frentes, podendo assim sinalizar antecipadamente qualquer desvio. Muito dessa capacidade se dava na realização de reuniões semanais. QCP: Por fim, quais lições sobre soluções socioambientais podemos tirar deste projeto? Claudete: A grande lição aprendida vem do correto entendimento da localidade a ser trabalhada. A tecnologia deve estar adequada ao ambiente que será implantada. Trazer tecnologias que trazem economia nos processos, simplicidade na operação, alto rendimento sem altos custos e eficiência a curto, médio e longo prazo, só é possível quando entende-se a realidade e as dificuldades que essa realidade traz ao funcionamento do sistema. Claudete de Oliveira, engenharia civil, pós graduada em gestão de projetos de projetos e especialização em saneamento ambiental. Atuo como consultora em saneamento nas áreas de projetos ,gestão de serviços e políticas públicas. Para ler mais artigos como este, continue navegando no blog. A QCP – Inteligência em Políticas Públicas é uma empresa que constrói soluções para organizações do setor público ou de interesse público, com amplo conhecimento teórico, técnico e prático.
Como o ESG e a Compensação Ambiental dialogam entre si?
Entenda como as duas práticas contribuem, juntas, para a sustentabilidade Nos últimos anos, tem sido cada vez mais evidente o interesse de empresas em práticas mais responsáveis e sustentáveis. A alta do conceito ESG (Environmental, Social and Governance, em inglês), que engloba critérios ambientais, sociais e de governança, é uma prova disso. No artigo de hoje, explicaremos como a agenda ESG e a área de compensação ambiental estão ligadas – e como essas duas práticas contribuem para um Brasil mais sustentável. O que é ESG? Entendemos a agenda ESG como um conjunto de critérios que avaliam o desempenho de uma empresa em três dimensões cruciais: ambiental, social e governança. Ambiental A dimensão ambiental é responsável por avaliar o impacto da empresa no meio ambiente, como as emissões de carbono, como é feita a gestão de resíduos e o uso dos recursos naturais. Como podemos ver, essa área tem total relação com a prática da compensação ambiental, que falaremos mais abaixo. Sendo assim, empresas comprometidas com o ESG ambiental buscam reduzir sua pegada ecológica, adotando práticas sustentáveis. Social Já a área social do ESG compreende as relações da empresa com a sociedade em geral, incluindo seus funcionários, clientes e comunidade. O social também diz respeito a preocupações com diversidade e inclusão, saúde e segurança no trabalho, além da responsabilidade corporativa. Governança Quando falamos de governança dentro do ESG, estamos abordando a forma como a empresa é administrada e regulamentada. Isso envolve a transparência em suas operações, a independência do conselho de administração e práticas éticas de negócios. A relação entre o ESG e a Compensação Ambiental Agora que você já sabe o que é o conceito ESG, é hora de falarmos sobre como ele se relaciona com a compensação ambiental. É possível dizer que a prática da compensação ambiental é uma estratégia específica dentro do ESG ambiental. Ela refere-se às ações tomadas por empresas para compensar seu impacto ambiental negativo. Isso pode incluir a restauração de ecossistemas degradados, o reflorestamento, a proteção da biodiversidade e a mitigação das emissões de carbono. Desta forma, a relação entre o ESG e a compensação ambiental se mostra clara e necessária: empresas que buscam minimizar seus impactos ambientais de forma comprometida, nem sempre conseguem. E é aí que a compensação ambiental entra em jogo, permitindo que as empresas compensem suas emissões de carbono ou outros danos ambientais investindo em projetos que contribuam para a preservação do meio ambiente. Outro ponto importante é que, com a existência das leis de compensação ambiental, até mesmo as empresas não comprometidas com a agenda ESG são obrigadas a terem os cuidados necessários. Colaborando, ainda que obrigatoriamente, para a sustentabilidade. Qual a diferença entre eles? Quando falamos de ESG e compensação ambiental, precisamos entender que embora estejam interligados, as ações são bem diferentes. Enquanto o ESG aborda uma ampla gama de práticas empresariais, a compensação se concentra em mitigar os impactos ambientais negativos e inevitáveis. Portanto, a integração desses conceitos não só fortalece a abordagem de uma empresa à sustentabilidade, mas também contribui para um planeta mais saudável e equilibrado. Para ler mais artigos como este, continue navegando no blog. A QCP – Inteligência em Políticas Públicas é uma empresa que constrói soluções para organizações do setor público ou de interesse público, com amplo conhecimento teórico, técnico e prático.
Violência contra crianças e adolescentes aumentou no Brasil em 2022
Dados do 17º Anuário Brasileirode Segurança Pública chamam atenção. Especialistas da QCP e do Programa VIA comentaram sobre os números e a possíveis soluções para o problema O “Anuário Brasileiro de Segurança Pública” é um relatório anual que apresenta dados e análises sobre a situação da segurança pública no Brasil. Ele é elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma organização não governamental que atua na promoção do debate e da produção de conhecimento sobre segurança pública no país. No documento atualizado, divulgado em julho deste ano, os números referentes aos crimes praticados contra crianças e adolescentes no Brasil em 2022 chamaram atenção. Entre os dados obtidos no anuário é possível perceber que o estupro é o tipo de crime com maior número de registros contra crianças e adolescentes do Brasil. Em 2022 foram quase 41 mil vítimas de 0 a 13 anos, das quais quase 7 mil tinham entre 0 e 4 anos e mais de 11 mil entre 5 e 9 anos. Somando, são 18 mil vítimas de estupro no Brasil no ano passado com idades de 0 a 9 anos. Para entender estes números e como esse cenário se desenhou em nosso país, conversamos com duas especialistas no tema: Maria Ângela Leal Rudge, pesquisadora especialista em violência da QCP – Inteligência em Políticas Públicas, e Anna Carolina Bruschetta, coordenadora de Capital Humano do Instituto Votorantim. Confira abaixo nossa entrevista com as duas profissionais. Os dados do 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública sobre violência contra crianças e adolescentes QCP: Quais dados do 17º anuário chamaram mais a sua atenção? Maria Ângela: O que me chama atenção é a questão sobre o número de estupros no Brasil. Para mim, essa é uma uma grande chaga social, visualizar que o número de notificações tem aumentado muito. Vejam, um total de 52 mil estupros – é uma barbaridade para a nação, né? QCP: Tendo em vista sua experiência na área, quais fatores podem ter influenciado para o aumento drástico destes números? Maria Ângela: Acredito que este aumento tenha a ver com o fato de o Brasil estar começando a colocar a mão nessa ferida. Isso acontece por meio das legislações. Foi aprovada a Lei da Escuta Protegida (Lei nº 13.431/2017). Ela organiza o sistema de garantia de direitos e também a rede para construção de fluxos claros de encaminhamentos. Dessa forma, existe um incentivo para que estados e municípios construam essa metodologia. Hoje, o procedimento de denúncia precisa ter três etapas: a detecção, o atendimento e a responsabilização do agressor. Quanto mais a gente for avançando com delegacias especializadas da criança e do adolescente, com uma escuta qualificada dos diversos atores, com o favorecimento e o incentivo que as pessoas denunciem, além de aumentar o número, isso tende a ser um alarme, né? QCP: Diante destes dados e da sua experiência na área, quais são as soluções práticas de curto prazo que podem ser implantadas para melhorar o cenário? Maria Ângela: Penso que, voltando para a questão dos três eixos da denúncia, nós temos que aumentar a notificação e a conscientização da população, além de conscientizar e dar formação aos profissionais da área pública e privada. É preciso fazer ações preventivas significativas em todo o espaço, assim como melhorar muito o atendimento às vítimas – que tem que ser trabalhado numa tríade. Por meio do trabalho com a vítima, a família da vítima e o agressor. Programa VIA no trabalho e proteção de crianças e adolescentes brasileiros QCP: Como o programa VIA impacta na vida de crianças e adolescentes brasileiras? Anna: O programa Votorantim pela Infância e Adolescência (VIA) atua com a promoção, proteção e defesa de direito das crianças e adolescentes em municípios de atuação das empresas do portfólio Votorantim, fortalecendo políticas e práticas para impulsionar a capacidade institucional e social dos municípios na identificação, resposta e responsabilização de casos de violações de direitos infanto-juvenis. QCP: Dados da 17ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública alertam para um cenário de alerta sobre a violência contra crianças e adolescentes no Brasil. Como o Programa Via pode atuar e ajudar na melhora desse cenário? Anna: Os dados do anuário reforçam as preocupações que já haviam sido alertadas durante a pandemia: a violência contra crianças e adolescentes segue com índices cada vez mais preocupantes e o período de fechamentos das escolas, somada a questões socioeconômica das famílias, expôs as crianças e adolescentes a contextos de maior vulnerabilidade. Somado a isto, ainda enfrentamos um desafio relacionado à capacidade institucional e social dos municípios para prevenir, identificar, responder e tratar os casos de violação de direitos infantojuvenis. O programa VIA foi desenvolvido para apoiar duas frentes: em uma delas promovendo ações de fortalecimento da atuação dos CMDCAs e na outra promovendo ações com o Sistema de Garantia de Direitos para a construção de uma estratégia abrangente, multisetorial e efetiva no enfrentamento das violências contra crianças e adolescentes tanto para atendimento integral dos casos de violação e encaminhamentos alinhados às diretrizes legais tal como a Escuta Protegida quanto estimulando o desenvolvimento e a implementação de ações de mobilização, conscientização e prevenção. QCP: Pode citar algum exemplo do programa VIA em que houve uma transformação mais nítida? Anna: Durante os anos de implementação do VIA, acumulamos histórias de transformação nos municípios. Tivemos um caso em que o município passou a receber recursos para o fundo com a nossa assessoria para regularização do fundo possibilitando desta forma a ampliação da atuação das organizações e projetos de atendimento de crianças e adolescentes. Em outro caso, em contexto de obras, o VIA apoiou a organização e articulação do Sistema de Garantia de Direitos para mitigar os impactos de grandes empreendimentos não apenas no próprio empreendimento mas também no arranjo comercial envolvido, como em hotéis, bares e restaurantes. Também já tivemos casos de, a partir de uma campanha de conscientização promovida pelo VIA em conjunto com o Sistema de Garantia de Direitos, estudantes identificaram que elas estavam sendo vítimas de abuso sexual. Maria Ângela Leal Rudge é
Entenda a diferença entre compensação ambiental preventiva e corretiva
Saiba quando e como cada uma deve ser aplicada Compensação ambiental é o nome dado a uma estratégia que visa equilibrar os interesses de desenvolvimento econômico e humano com a necessidade de proteger e preservar o meio ambiente. Ela desempenha um papel importante na busca por um desenvolvimento sustentável, garantindo que as atividades humanas não causem danos irreversíveis aos ecossistemas naturais e à biodiversidade. Para isso, existem dois tipos de compensação ambiental: preventiva e corretiva. Se você quer saber a diferença entre elas e em quais casos são aplicadas, continue lendo este artigo. A compensação ambiental Antes de falarmos sobre os tipos de compensação ambiental, é necessário relembrar o que o conceito é. Como dissemos acima, compensação ambiental é uma estratégia adotada para equilibrar os impactos negativos das atividades humanas no meio ambiente. Desta forma, a compensação ambiental se faz necessária quando na construção de infraestruturas, expansão de empreendimentos ou em projetos industriais, visando minimizar ou mitigar os impactos gerados. Agora vamos aos tipos? Compensação ambiental preventiva A compensação ambiental preventiva, como o próprio nome indica, está ligada às medidas que são tomadas antes que os impactos ocorram. Ela se concentra na prevenção de danos ambientais e na busca por alternativas que evitem ou reduzam os efeitos negativos de determinada atividade. Desta forma, a compensação ambiental corretiva busca ações como a escolha de locais mais adequados para a construção de empreendimentos, a adoção de tecnologias menos agressivas ao meio ambiente e a implementação de planos de manejo que visem a conservação das áreas afetadas. Compensação ambiental corretiva Por sua vez, a compensação ambiental corretiva trabalha com os danos ambientais que já aconteceram. Diante deste cenário, a abordagem é totalmente diferente: seu foco é reparar ou restaurar os ecossistemas afetados. Sendo assim, sua aplicação pode envolver a reabilitação de áreas degradadas, o reflorestamento de regiões desmatadas, a revitalização de corpos d’água poluídos e a adoção de práticas de recuperação da biodiversidade, entre outras tantas ações possíveis. Olhar atento para a compensação Diante das diferenças encontradas entre a compensação ambiental preventiva e a corretiva, é necessário dizer que esta ação, independente do tipo, desempenha um papel vital na manutenção da harmonia entre o desenvolvimento humano e a proteção dos ecossistemas. Para que isso aconteça é preciso ter um olhar atento e estratégico, baseado em estudos, técnicas e metodologias assertivas. QCP e as soluções socioambientais Trabalhando há 20 anos no ramo de políticas públicas, a QCP tem vasta experiência na área de soluções socioambientais. Desta forma, nossa empresa tem no portfólio projetos nas áreas de: Elaboração de Projeto Básico Ambiental (PBA); Monitoramento socioambiental; Concepção e gestão de cadastro socioeconômico; Plano Diretor de reservatórios; Mediação de conflitos ambientais. Acesse o nosso site e saiba mais sobre nossa atuação. Para ler mais artigos como este, continue navegando no blog. A QCP – Inteligência em Políticas Públicas é uma empresa que constrói soluções para organizações do setor público ou de interesse público, com amplo conhecimento teórico, técnico e prático.
O que são soluções socioambientais?
Saiba mais sobre essa área de atuação da QCP Conservação da biodiversidade, sustentabilidade energética, agricultura sustentável. Estas são apenas algumas das muitas ações que fazem parte do que chamamos de soluções socioambientais. De modo geral, este termo diz respeito às abordagens, estratégias e práticas que buscam resolver problemas que envolvem tanto aspectos sociais quanto ambientais. Sendo assim, essas soluções visam alcançar um equilíbrio entre o desenvolvimento humano e a conservação do meio ambiente, reconhecendo a importância da interconexão entre essas duas áreas. Se você quer saber mais sobre soluções socioambientais e quais os seus tipos, continue a ler este artigo. Tipos de soluções Tendo em vista que as soluções socioambientais visam criar estratégias que envolvam aspectos sociais e ambientais, é possível aplicá-las de diversas formas. Conheça alguns tipos de soluções abaixo: Conservação da Biodiversidade: Iniciativas para proteger ecossistemas, espécies ameaçadas e habitats naturais. Sustentabilidade Energética: Adoção de fontes de energia renovável e eficiência energética para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Agricultura Sustentável: Práticas agrícolas que minimizam impactos ambientais, preservam solos e garantem segurança alimentar. Gestão de Resíduos: Estratégias para redução, reutilização, reciclagem e disposição adequada de resíduos sólidos. Compensação ambiental: ações de mitigação ou conservação para equilibrar os danos causados por projetos que causam impacto ambiental, visando preservar ou melhorar o meio ambiente. Quem coloca as soluções em prática? É possível dizer que as soluções socioambientais são de interesse geral, mas, na prática, alguns atores estão mais envolvidos. Entre eles podemos citar os governos, que desempenham um papel fundamental na elaboração e implementação de políticas, regulamentações e estratégias que promovam soluções socioambientais. Eles têm a responsabilidade de criar um ambiente propício para a sustentabilidade, definir metas de redução de impactos ambientais e promover a conservação dos recursos naturais. As empresas também são agentes importantes, já que, muitas vezes, suas ações têm alto impacto no meio ambiente. Desta forma, elas desempenham um papel importante na adoção de práticas sustentáveis em suas operações, incluindo redução de emissões de poluentes, gestão de resíduos, responsabilidade social corporativa e uso responsável dos recursos naturais. Por fim, temos a sociedade de modo geral. Não podemos deixar de lembrar que cada pessoa desempenha um papel em contribuir para soluções socioambientais através de escolhas diárias, como reduzir o consumo de recursos, apoiar empresas sustentáveis, adotar estilos de vida mais verdes e participar de atividades de conscientização. QCP e as soluções socioambientais Trabalhando há 20 anos no ramo de políticas públicas, a QCP tem vasta experiência na área de soluções socioambientais. Desta forma, nossa empresa tem no portfólio projetos nas áreas de: Elaboração de Projeto Básico Ambiental (PBA); Monitoramento socioambiental; Concepção e gestão de cadastro socioeconômico; Plano Diretor de reservatórios; Mediação de conflitos ambientais. Acesse o nosso site e saiba mais sobre nossa atuação. Para ler mais artigos como este, continue navegando no blog. A QCP – Inteligência em Políticas Públicas é uma empresa que constrói soluções para organizações do setor público ou de interesse público, com amplo conhecimento teórico, técnico e prático.
Conheça a atuação da QCP no Programa VIA – Votorantim Pela Infância e Adolescência
O projeto está entre os trabalhos desenvolvidos pela empresa neste ano de 2023 O Programa VIA – Votorantim pela Infância e Adolescência é uma iniciativa promovida pelo Instituto Votorantim que busca promover o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em comunidades brasileiras. Desde 2015, o Instituto Votorantim conta com a parceria da QCP – Inteligência em Políticas Públicas para fortalecer e aprimorar as ações do programa. Desta forma, nossa empresa tem acumulado ampla experiência na defesa de direitos da criança e adolescente. Em 2023, a QCP segue sendo parceira na execução do VIA, atuando em 12 municípios, em 5 estados brasileiros. Continue a ler esta publicação para saber mais sobre nossa atuação no VIA. O que é o VIA? Lançado em 2013, o programa busca enfrentar desafios sociais complexos por meio de uma abordagem integrada, com ações voltadas para a educação, saúde, cultura, esporte e geração de renda. O VIA atua em parceria com organizações locais, governos e comunidades para criar um ambiente propício ao desenvolvimento pleno das crianças, oferecendo oportunidades e apoio para que elas alcancem todo o seu potencial, sendo o seu foco principal o fortalecimento dos conselhos municipais. Com um olhar para o futuro, o programa VIA investe na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e próspera, em que as novas gerações possam trilhar caminhos de sucesso e conquistar um futuro mais promissor. A atuação da QCP no VIA Desde 2015, a QCP apoia o projeto VIA de forma técnica. Desta forma, somos responsáveis por gerir e executar o programa junto aos municípios. Também fomos responsáveis pela implementação da régua de maturidade no programa, diante de uma necessidade específica do projeto mensurar seu impacto no fortalecimento institucional dos CMDCAs atendidos. A equipe técnica da QCP propôs um modelo de mensuração baseado em eixos de atividades fundamentais do CMDCA, e construiu um trajeto sugerido a cada município para evolução em temas como institucionalização do Conselho, captação de recursos e monitoramento de organizações e projetos. “A QCP trabalhar como parceira do VIA tem tudo a ver. As histórias, do programa e da empresa, estão muito alinhadas. Principalmente na questão da garantia de direitos. Está entre as missões da QCP ajudar na construção de uma sociedade mais inclusiva”, aponta o coordenador do programa, Caio Momesso. Escopo de trabalho Durante toda a execução do Programa VIA, a QCP vem atuando de diversas formas. Entre elas, na aplicação de ferramentas de avaliação, como a régua de maturidade, para a construção de um cenário inicial, intermediário e final. Confira outras atuações da QCP no Programa VIA Construção e execução do plano de ação para evolução das metas identificadas na régua de maturidade, de forma participativa com os municípios; Realização de capacitações e assessorias técnicas Organização de encontros presenciais e remotos entre os conselhos Suporte aos conselhos para que eles façam o repasse dos recursos e realizem o monitoramento dos projetos por eles selecionados; Realização de formações individuais para conforme escopo da régua de maturidade e o contexto de cada município; Apoio aos municípios que entraram na campanha do Via Solidária, com foco no chamamento público. Saiba mais sobre o Programa VIA clicando aqui. Para saber mais sobre nosso trabalho e atuação, acesse nosso site. Para ler mais artigos como este, continue navegando no blog. A QCP – Inteligência em Políticas Públicas é uma empresa que constrói soluções para organizações do setor público ou de interesse público, com amplo conhecimento teórico, técnico e prático.