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Qual a importância da transformação digital para empresas?

A tecnologia está cada vez mais presente em aspectos ambientais, sociais ou de governança. Porém, existem muitas empresas que ainda são consideradas analógicas, por não terem passado pela transformação digital.  O termo consiste na implementação de ferramentas tecnológicas nos serviços ou produtos de uma organização. A tecnologia é usada para melhorar o desempenho das ações e garantir um perfil inovador para a empresa. A transformação digital é feita por etapas, para que tanto a cultura organizacional quanto os colaboradores se adaptem aos poucos às soluções digitais propostas.  Esse processo de modernização tende a digitalizar processos já existentes, além de mudar o formato como a empresa interage com a sociedade.  Pode-se citar diversas consequências positivas sobre a transformação digital, mas principalmente o fato de que a organização passa a ter como prioridade a melhoria contínua dos produtos ou serviços oferecidos.  Entre os exemplos de transformação digital, está a modelagem de processos para aperfeiçoar o fluxo de trabalho, implementação de automação na comunicação e ferramentas para organização e gestão empresarial.  Como fazer a transformação digital?  Não é necessário modificar toda a estrutura do negócio, mas sim adaptar procedimentos com tecnologia e inovação, a fim de melhorá-los. A transformação digital em empresas é baseada em três pilares, sendo eles:  Todos os colaboradores da organização fazem parte da transformação digital, independentemente do setor em que atuam. Por isso, a capacitação dos funcionários é essencial.  Além dos membros internos, é válido considerar também como a transformação digital irá afetar fornecedores, parceiros de mercado e clientes do negócio.  É indicado contratar uma empresa terceirizada para auxiliar na fase de implementação das novas tecnologias, a qual será a responsável por identificar os gargalos do dia a dia e oferecer as soluções para supri-los.  As ações cotidianas da organização deverão ser analisadas, a fim de serem automatizadas pelas tecnologias implementadas.  O objetivo não é substituir a atividade humana, mas sim simplificar e otimizar os processos, reduzindo as burocracias e desperdícios.  Durante essa fase de mudanças, é importante que a empresa também revise a cultura organizacional, para atualizá-la com as novidades que serão implantadas.  Este pilar engloba todas as ferramentas e recursos que serão utilizados para atingir as melhorias necessárias: inteligência artificial, rede de dados, aplicativos, sistemas, plataformas, entre outros.  Vale ressaltar que a segurança da informação deve caminhar lado a lado com a transformação digital, para que a empresa não sofra com os riscos de vazamento de dados, por exemplo.   6 benefícios para a sua empresa O fluxo de trabalho será otimizado com a transformação digital, já que a tendência é eliminar as tarefas manuais e repetitivas, que causam sobrecarga nos colaboradores.  Seja nos serviços internos ou prestados para o público, o aumento da eficiência com as novas tecnologias permite agilizar as entregas a partir de um planejamento estratégico, gerando mais vendas.  Além disso, a otimização do tempo durante a produção também gera resultados como a diminuição nos custos operacionais. A transformação digital traz a preocupação com as individualidades do consumidor. Por meio de análises de dados, que podem ser realizadas por formulários ou pesquisas online, é possível descobrir as especificidades do público. Conhecer as principais dores e desejos dos clientes permite estratégias mais direcionadas de marketing, assim como melhorias no desenvolvimento dos produtos/serviços oferecidos.  Fica mais fácil para a empresa estruturar e adequar a comunicação interna e externa, além de garantir a transparência e acessibilidade para o público. Dessa forma, as informações não se perdem entre os setores, as decisões passam a ser tomadas com base em dados reais e a capacidade de respostas para os clientes também aumenta, já que o diálogo está centralizado.  A transformação digital permite que a organização tenha o impulso à inovação como um de seus valores.  Esse fator não é apenas um diferencial no mercado, mas também possibilita uma maior capacidade de adaptação às mudanças comportamentais, devido à flexibilidade nos processos.  A proteção com os dados da organização ou dos clientes é indiscutível. As ferramentas digitais garantem confidencialidade e integridade deles.  Alguns mecanismos que podem ser utilizados são a criptografia, assinaturas e certificados digitais.  Faça a transformação digital com a QCP!  A QCP se compromete na resolução de desafios a partir de soluções tecnológicas, que envolvem a criação, desenvolvimento e implantação de softwares. A plataforma Saber foi desenvolvida para que os gestores da educação administrem as redes de ensino com o conhecimento necessário para tomadas de decisões mais certeiras, garantindo maior qualidade e otimização nos serviços prestados.  A ferramenta permite armazenar, gerir e analisar grandes volumes de dados e informações, de uma maneira clara e objetiva na interface criada por nossa equipe.  Em 2017, geramos o seguinte impacto com a Secretaria de Estado da Educação da Paraíba: A transformação digital deve abranger todas as áreas  Além do case mencionado anteriormente, nossa equipe também elaborou a Confirma, uma plataforma de inteligência estratégica para o desenvolvimento de campanhas eleitorais mais eficientes e vitoriosas. O objetivo foi democratizar o acesso a dados que são essenciais para as campanhas e também para que seja possível informar o eleitorado com dados precisos.  A partir de filtros (municípios, cargos, eleições e partidos), o usuário consegue acessar o perfil do eleitorado, mapa de distribuição da expectativa de votos, desempenho de candidatos ou eleições desde 2008 e os gastos com as eleições anteriores.  Esses recursos possibilitam que os candidatos possam ter mais clareza de onde está o eleitorado potencial, gerando um melhor direcionamento para a estratégia de cada um.  Saiba como transformar digitalmente o seu negócio com a QCP Entre em contato conosco e agende uma conversa introdutória para nos conhecermos e alinharmos nossos objetivos. Estamos à disposição para implementar a transformação digital adaptada a sua realidade. 

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Como aplicar uma gestão financeira inteligente nos municípios?

Entenda como o conceito se aproxima do desenvolvimento sustentável Assim como ocorre no setor privado, em instituições públicas a organização das finanças também é uma prioridade para determinar as ações previstas em planejamentos estratégicos. Por isso, investir em uma gestão financeira inteligente pode fazer toda a diferença.  A estabilidade financeira de um município garante investimento e melhorias para a população, além de promover o desenvolvimento da cidade. Todavia, nem sempre os recursos financeiros são bem aplicados. O que é uma gestão financeira inteligente?  Antes de aprofundar no conceito, é importante ressaltar que a organização das tributações municipais correspondem a várias práticas e processos realizados pelos órgãos públicos, os quais devem garantir a transparência dessas ações.  Para que a administração dos recursos financeiros se mantenha transparente, deve-se haver a implementação de políticas de controle, a fim de manter a integridade das operações feitas por meio de prestações de contas.  Além disso, também é responsável por:  Mas o que muda com a gestão financeira inteligente?  A gestão financeira inteligente engloba todas as práticas acima, priorizando o desenvolvimento sustentável do município como um todo.  Apesar desse parecer ser um requisito básico para o gerenciamento de recursos públicos, nem todas as administrações públicas estão qualificadas e capacitadas para adotarem estratégias sustentáveis desde o início de qualquer mandato.  Isso porque, para que os resultados a longo prazo sejam efetivos, a gestão financeira inteligente deve fazer parte do planejamento estratégico municipal e acompanhar a elaboração das peças orçamentárias feitas no início e final das gestões. Ou seja, os conceitos devem estar aplicados na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Plano Plurianual (PPA), Lei Orçamentária Anual (LOA), Relatório de Gestão Fiscal (RGF), Encerramento do Orçamento Anual e na Prestação de Contas final.  Como aplicar uma gestão financeira inteligente no município? É necessário unir conhecimento técnico e capacidade estratégica na elaboração dos planos do governo, a fim de priorizar as necessidades locais e otimizar o uso dos recursos financeiros.  Fazer um levantamento de informações, por meio da participação direta dos cidadãos, é uma forma de definir os projetos mais urgentes e estimular o desenvolvimento socioeconômico.  O mandato em atuação também ganha mais confiança por parte dos habitantes, afinal, eles estarão contribuindo e acompanhando de perto o uso das verbas municipais.  Por conta disso, a transparência é tão essencial na gestão financeira inteligente, que pode ser realizada por mecanismos de prestação de contas e auditorias regulares, como um meio de demonstrar o cumprimento das legislações e normas vigentes.  Durante a transição de mandatos, ter em aplicação uma gestão financeira inteligente facilita o processo, como, por exemplo, na transferência de informações e no controle interno fiscal.  Vale lembrar que para fazer uma gestão financeira inteligente pode ser necessário a implementação de novas tecnologias para otimizar metodologias vigentes, como em levantamento de dados e monitoramento fiscal.  Para isso, é necessário que a prefeitura opte pela contratação de serviços, visando a implementação das técnicas e estratégias necessárias, além da capacitação dos servidores para aplicar os conceitos de uma gestão financeira inteligente.  Como a QCP – Inteligência em Políticas Públicas pode ajudar na sua gestão financeira inteligente?  Seja para a transição de mandatos ou para novas gestões, a equipe da QCP oferece serviços que englobam políticas públicas, soluções tecnológicas, pesquisas e capacitações, além de também atuar no meio socioambiental e editorial.  Para a elaboração de uma gestão financeira inteligente, contamos com consultores especializados em gestão tributária, para a aplicação de soluções aos processos de gestão técnico-administrativa de projetos.  As soluções oferecidas também englobam o fortalecimento e modernização da administração pública. Para saber mais, acesse o portfólio completo ou entre em contato clicando aqui. 

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Consultoria em gestão de políticas públicas: 5 motivos para contratar

Cada vez mais as prefeituras se interessam em contratar o serviço de uma consultoria em gestão de políticas públicas devido à necessidade de modernização e melhoria contínua na gestão. É comum que isso ocorra, principalmente, nas trocas de mandatos. Afinal, será necessário se adaptar às ações que já estavam acontecendo e colocar em prática aquilo que foi prometido durante a campanha eleitoral. Vale lembrar que esse cenário é acompanhado pela população, que exige transparência em relação ao uso dos recursos financeiros, humanos e materiais. O que é uma consultoria em gestão de políticas públicas? A consultoria em gestão de políticas públicas é um serviço oferecido por empresas especializadas, que contam com especialistas no setor de administração pública.  Os consultores auxiliam não apenas no planejamento para melhorias, mas também no diagnóstico do cenário, execução e monitoramento das políticas otimizadas.  O objetivo final é garantir o crescimento sustentável daquele território, por meio das políticas públicas. Por isso, a inovação caminha paralelamente à consultoria.  Entre os serviços oferecidos por essas empresas, como a QCP – Inteligência em Políticas Públicas, pode-se citar:  Por que contratar uma consultoria em gestão de políticas públicas?  Os serviços de uma consultoria em gestão pública visa otimizar os processos a partir da tecnologia, como por exemplo na digitalização de documentos ou desenvolvimento de softwares próprios para uso dos servidores.  Entre as ações implementadas, costumam ser incluídas plataformas que facilitam a comunicação com os cidadãos e eliminam os procedimentos burocráticos. Ferramentas de análise de dados e de segurança cibernética também fazem parte da otimização.  Seja para o município ou região, uma consultoria em gestão de políticas públicas pode contribuir na criação do Planejamento Estratégico daquela localidade.  Um Planejamento Estratégico é composto por um diagnóstico inicial, onde é feito uma Análise SWOT/FOFA (força, fraqueza, oportunidades, ameaças) para traçar os futuros caminhos da gestão.  São analisadas também as prioridades e disponibilidade de recursos para implementação de melhorias nas políticas públicas. Após essas etapas, a consultoria também é responsável por fazer o monitoramento e avaliação do Planejamento na prática.  Uma consultoria especializada também pode redefinir processos operacionais da gestão pública. Ou seja: redesenhar fluxos de trabalho, automatizar funções, eliminar tarefas repetitivas ou criar padrões. O objetivo é diminuir custos e o tempo para os serviços prestados, a fim de aumentar a produtividade dos servidores e atender a população de maneira mais ágil.  Para a implementação de estratégias adaptadas a cada localidade, os consultores podem falar diretamente com a população para entender quais os pontos mais críticos da gestão.  Dessa forma, torna-se mais evidente as prioridades que devem ser supridas pela prefeitura. São criados canais de comunicação com a comunidade, para que eles possam acompanhar esses processos de maneira mais acessível e engajada.  Consequentemente, a confiança com a gestão pública aumenta, assim como a participação popular durante as decisões públicas.  Para que as melhorias propostas por uma consultoria em gestão pública sejam implementadas, é necessário que os servidores estejam qualificados para adotar as novas práticas.  Por isso, a própria empresa contratada pode se comprometer em capacitar os funcionários, para garantir a eficiência da administração. Essa é uma forma de motivar os colaboradores a se manterem atualizados, tanto sobre novas tecnologias quanto às regulamentações mais recentes.  De que forma a QCP atua nas políticas públicas? Oferecemos consultoria para formulação, implementação e avaliação de políticas públicas 
em nível local, regional e federal.  Nossas frentes de ação compõem instituições governamentais da administração pública direta, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPS) e Organizações Sociais (OS).  Entre nossos cases de sucesso, participamos da Elaboração do Plano de Desenvolvimento Regional do Vale do Ribeira Codivar do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento do Vale do Ribeira. O Plano foi desenvolvido com o objetivo de diagnosticar as principais demandas e oportunidades da região, além de construir consensos e alianças para a sua implementação. O documento contou com uma diretriz de integração das diferentes perspectivas dos atores regionais por meio da incorporação dos planos já existentes e pela busca ativa de opiniões.  Foram realizadas 250 entrevistas com atores locais e regionais dos setores público, privado e do terceiro setor. Além disso, as propostas estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Em relação às políticas públicas voltadas para a educação, também contribuímos na organização e monitoramento de Planejamentos Estratégicos de Secretarias Municipais de Educação e Iniciativas Regionais, junto ao Programa Melhoria da Educação do Itaú Social.  Após a elaboração do Planejamento, fomos responsáveis por monitorar a implementação do documento em cada realidade participante, com uma equipe de tutores mobilizados para acompanhar e avaliar constantemente os territórios.  Conheça mais sobre o trabalho que realizamos em nosso portfólio ou entre em contato conosco. 

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Conectando pessoas e meio ambiente nos planos de desenvolvimento sustentável

Por Luiz Henrique Apollo da Silva e Caio Momesso, pesquisadores e consultores da QCP Vivemos em contextos de tragédias ambientais recorrentes e, infelizmente, inevitáveis. O debate público nos traz hoje a ideia de adaptação às transformações do clima. No entanto, seus efeitos podem ser amenizados com ações de políticas públicas preventivas e a redução de impactos em negócios. Ter um posicionamento ambientalmente e socialmente sustentável exige um olhar clínico das instituições e das organizações para mitigar processos de desintegração do ser humano com o meio ambiente. Além de conscientização, para construirmos novas práticas que não nos sejam prejudiciais, precisamos de planejamento, inteligência de análise e avaliação condizentes com os anseios da população e dos territórios, atentos aos riscos que estamos sofrendo globalmente e em reconexão com a vida em harmonia. Com o objetivo de mostrar que é possível pensar em planos de desenvolvimento sustentável com a integração da sociedade e meio ambiente, vamos apresentar algumas práticas importantes. Articulação de dados, comunidade e governos ao planejamento sustentável Em 2021, a QCP Consultoria realizou uma parceria com o IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, para a formulação de dois Planos de Desenvolvimento Sustentável: das regiões do Vale do Paraíba e do Pontal do Paranapanema. Por isso, partimos do pressuposto de que não existe transformação com impacto positivo sem práticas que visam elevar a relação de pertencimento comunitário com inclusão social  Nas etapas deste estudo, partimos do levantamento de uma ampla base de dados sobre a trajetória histórica, socioeconômica e ambiental, para a visualização de tendências de desenvolvimento e setores potenciais. Seguindo esses primeiros achados, a consultoria elaborou a metodologia de oficinas e fóruns para que fossem captadas e debatidas as opiniões e propostas da população local para integrar o planejamento governamental. A sustentabilidade, portanto, deve ser assumida com um papel transversal, em que o desenvolvimento e o meio ambiente estejam em equilíbrio. Ou seja, colocando a preservação humanitária e a qualidade de vida como base nas metas de um governo No ano seguinte, em 2022, a QCP Consultoria reuniu uma equipe multidisciplinar para construir um plano de governo justamente onde presenciamos uma das maiores tragédias ambientais já vistas, no Rio Grande do Sul. A consultoria se baseou, dessa forma, em insumos contextualizados e com levantamento de dados, trazendo objetivos condizentes com as demandas sociais, integrados às tendências e riscos econômicos e ambientais. Apresentadas com um material interativo à população, todas as metas e práticas propostas foram pensadas de forma transversal. Mas o que isso quer dizer? Significa inserir a diversidade da população como ponto central nas propostas. Foi assim que a QCP Consultoria, além de organizar as propostas em eixos, refletiu nas políticas públicas às pessoas em diferentes situações de vulnerabilidade social para criar estratégias diversificadas. Além disso, práticas de pactuações e conscientização foram pensadas como medidas para cooperação, conforme os contextos territoriais do estado. Portanto, a ideia de sustentabilidade desde o plano de governo está justamente em criar caminhos propícios a cada público para chegar a objetivos comuns. Almejar projetos que sejam ambientalmente e socialmente sustentáveis exige planejar a partir do contexto local. É por isso que trazer a participação comunitária, escutando suas reivindicações, demandas e limitações é fundamental para criar planos cujas recomendações são possíveis de serem adotadas a fim de se transformarem em impactos positivos. A QCP traz na sua expertise essa capacidade de criar ambientes propícios ao envolvimento de diferentes partes interessadas a fim de construir objetivos comuns. São executadas técnicas de facilitação de reuniões e coleta de dados para a organização e tradução à linguagem governamental e empresarial. O que se busca, no fim, é o desenvolvimento sustentável a partir da preservação de usos naturais e equilíbrio do ecossistema em articulação com as comunidades e atividades produtivas. PACUERA: um exemplo na prática Um dos projetos que a QCP Consultoria esteve envolvida em 2023 foi na atualização do Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial (PACUERA) da Usina Jirau, no Estado de Rondônia. Nossa tática foi a mobilização e articulação com representantes de instituições públicas que validam o PACUERA. São conversas com lideranças e consultas públicas com a comunidade local que promoveram melhor avaliação e integração de demandas para o plano. Essa tríade de envolvimento entre empresa, órgãos de controle e sociedade civil é complexa e exige a capacidade de escuta da consultoria sobre as avaliações e facilitação de encontros entre as partes interessadas, conduzindo um ambiente aberto às diferenças e propositivo às transformações. Desta forma, para mudar a lógica da destruição, é fundamental integrar pessoas, comunidades e o ambiente nas tomadas de decisão. E, para a sustentabilidade do mundo, a inovação que visa a mitigação de impacto socioambiental se tornou um desafio grande aos investimentos públicos e privados. E é com a capacidade técnica e expertise de articulação entre pares e integração de propostas sustentáveis que a QCP auxilia as organizações na elaboração de projetos de desenvolvimento que garantem esse equilíbrio e preservam os bens culturais, sociais e ambientais. Conheça nossa parceria com o IPT para a criação dos Planos de Desenvolvimento Sustentável Em 2021, a QCP firmou parceria com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) para desenvolver Planos de Desenvolvimento Sustentável nas regiões do Vale do Paraíba e do Pontal do Paranapanema. Essa iniciativa seguiu o trabalho realizado em 2020 no Vale do Ribeira. A QCP defende que a sustentabilidade econômica requer uma abordagem integrada, unindo conhecimento técnico ao apoio das comunidades e de seus representantes. Por isso, para cada plano foi aplicado uma metodologia sólida e várias etapas de análise e oficinas com a população local, com o objetivo de definir diretrizes e prioridades de investimento. Como resultado, fornecemos ao governo estadual subsídios essenciais para o planejamento de médio e longo prazo. A abordagem da QCP seguiu três fases principais: A colaboração resultou em publicações detalhadas, disponíveis na plataforma do IPT. ___________ Para ler o artigo completo e outros materiais, acesse nossa Revista Digital QCP. Clique aqui.

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Pensando em novos modelos de desenvolvimento na Floresta Amazônica

Por Marília Migliorini Oliveira Lima e Brauner Geraldo Cruz Junior, pesquisadores e consultores da QCP  Trabalhar com sustentabilidade nas políticas públicas de diferentes esferas de atuação é lidar com a diversidade de públicos e contextos, inserindo-os como componentes fundamentais para o planejamento de ações em um determinado território. Diante deste importante passo, uma verdadeira janela de oportunidades se apresenta para que sejam estruturadas novas formas de desenvolvimento da floresta, notadamente, em regiões como a Floresta Amazônica. A Amazônia se destaca como um ponto vital para o futuro dos modelos de desenvolvimento socioeconômico globais. Organizações que atuam na região afirmam que ela pode desempenhar um papel central na promoção das mudanças econômicas necessárias para um crescimento que seja tanto sustentável quanto socialmente responsável. Contudo, apesar de seu imenso potencial, a população amazônica ainda enfrenta altos níveis de vulnerabilidade socioeconômica. Um recente estudo da FGV Social revela que a região enfrenta taxas alarmantes de extrema pobreza. Considerar esses habitantes ao lidar com políticas públicas sustentáveis no contexto amazônico significa elaborar estratégias que possibilitem que eles se beneficiem das novas oportunidades oferecidas por modelos de desenvolvimento emergentes, que priorizam a economia da floresta e a inclusão social. É um desafio posto: alinhar oportunidades de geração de renda e desenvolvimento socioeconômico da população a uma forma de produção que potencialize a floresta e seus recursos. Então, como enfrentá-lo?  Tratar de um território como a floresta amazônica significa considerar uma multiplicidade de realidades e configurações que, sem seu devido conhecimento, torna-se impossível de propor algo que irá contribuir de maneira efetiva para seu desenvolvimento. Portanto, uma das tarefas essenciais e iniciais é a pesquisa, por meio de dados secundários, como mapas, gráficos e índices, bem como produções bibliográficas sobre a região, que nos permitem traçar um panorama da região. Nesta primeira etapa diagnóstica, é interessante que sejam abordados aspectos como: Em seguida, é fundamental mapear os atores sociais e instituições mais relacionadas ao tema do desenvolvimento socioeconômico e sustentável que possuem alguma atuação na região. Pesquisar, listar, localizar e conhecer as iniciativas de fundações, ONGs, governos subnacionais, organismos internacionais, entre outros stakeholders que podem atuar como parceiros em um eventual projeto ou indicar que determinada estratégia já está sendo implementada naquela região. Desenhando um plano de desenvolvimento para a Floresta Amazônica A partir do levantamento de dados e reflexão sobre o que aquele contexto apresenta, é possível começar a desenhar algumas possibilidades, sempre tendo em vista que o sucesso de um projeto depende diretamente do estabelecimento de metas claras e factíveis, além de um plano de ação estruturado e planejado no tempo. Além disso, para ser efetivo, o projeto de desenvolvimento precisa ser construído junto aos atores locais, que serão os verdadeiros protagonistas do processo. Isso significa a previsão de momentos de escuta e trabalho conjunto, além de apresentação e validação do plano, garantindo que as ações sejam realistas. No caso específico da região amazônica — uma área que guarda imenso potencial combinado a desafios socioambientais importantes — a inclusão socioprodutiva deve, necessariamente, ser pensada junto a estratégias de preservação ambiental. É preciso, portanto, olhar além das atividades produtivas convencionais, focando em atividades que geram riqueza enquanto mantêm a floresta em pé. Felizmente, essa narrativa tem ganhado maior adesão, na medida em que os efeitos das mudanças climáticas se avolumam, o que é ilustrado por iniciativas bem-sucedidas que fazem da preservação um ativo para agregar valor à atividade econômica. Exemplos como estes podem ser utilizados como inspiração, sempre com o cuidado de respeitar características e vocações locais. Para além dos casos de sucesso, a intervenção na floresta apresenta algumas possibilidades únicas que podem ser aproveitadas, como por exemplo, a exploração do recém regulado mercado de crédito de carbono. A adoção de estratégias inovadoras para geração de riqueza e desenvolvimento é uma oportunidade que depende de conhecimento técnico, articulação com instituições especializadas e, principalmente, um desenho que garanta a distribuição de riqueza para as camadas mais pobres, o que, no entanto, também apresenta um potencial imenso para resultados. É certo que planos de desenvolvimento para a realidade da floresta apresentam desafios consideráveis; por outro lado, também contam com oportunidades de financiamento, o que garante pelo menos a implementação inicial do projeto. Podemos citar como exemplo o Fundo Clima, instrumento da Política Nacional sobre Mudança do Clima, que tem como finalidade financiar projetos, estudos e empreendimentos que visem à redução de emissões de gases de efeito estufa e à adaptação aos efeitos da mudança do clima. Independente do desenho, dois elementos ainda devem ser considerados neste esforço: plano de governança e de comunicação. O estabelecimento de uma governança que organize as diferentes capacidades institucionais, estatais, comunitárias e associativas e de mercado é essencial não apenas para a efetividade da intervenção, mas também para sua legitimidade. Por outro lado, associado ao plano de governança, o plano de comunicação funciona enquanto mecanismo de divulgação, de engajamento comunitário e de transparência, operando para diminuir eventuais resistências. Desenvolvimento e preservação: um caminho inevitável Não há uma fórmula perfeita para promover o desenvolvimento no contexto da floresta, combinando inclusão e preservação ou conservação do meio ambiente. As estratégias apresentadas são passos que podem e devem ser pensados, modificados e aprimorados de acordo com o contexto: estamos tratando de um terreno novo, aberto a novas ideias e experimentações. Porém, uma certeza: esse movimento será cada vez mais intenso, na medida em que a emergência climática ganha mais importância — e urgência — na agenda política. ___________ Para ler o artigo completo e outros materiais, acesse nossa Revista Digital QCP. Clique aqui.

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Capacitação na gestão pública: por que investir em treinamentos para servidores?

Para garantir que a administração pública seja mais eficiente e moderna, é importante que os servidores estejam inseridos em um ambiente de aprendizado contínuo, de forma a prepará-los para enfrentar os novos desafios do setor. A capacitação na gestão pública é uma alternativa eficaz para alcançar esses resultados. É por meio da formação contínua que os profissionais se atualizam em relação às necessidades da sociedade, aprimoram a tomada de decisões e promovem maior inclusão e transparência para os governos.  A capacitação na gestão pública também desempenha um papel fundamental na inserção dos servidores na transformação digital, cada vez mais presente nos governos municipais brasileiros. Dessa forma, é possível unir profissionais qualificados com ferramentas tecnológicas capazes de otimizar processos e diminuir a burocracia existente.  Quais os benefícios de investir em capacitação na gestão pública? Esse tipo de investimento não traz benefícios apenas para os servidores, mas também para a administração pública e sociedade, que irá usufruir dos serviços prestados e poderá desenvolver mais confiança na gestão atual, bem como no uso dos recursos públicos.  Para os servidores, a capacitação na gestão pública é uma forma de continuarem se qualificando, o que resulta em crescimento profissional e pessoal. Há também maior reconhecimento e valorização do trabalho realizado, junto com aspectos como autoconfiança e autonomia, que também podem ser desenvolvidos em treinamentos.  Já em relação à administração pública, os resultados são consequência das ações dos servidores: há uma melhoria na qualidade dos serviços prestados, redução de erros e retrabalho, aumento da produtividade e maior engajamento com a cultura organizacional.  Vale ressaltar que a capacitação na gestão pública deve estar alinhada à inovação e novas tecnologias, capazes de aprimorar a execução das políticas públicas e também de serem adaptáveis à realidade de cada município.  As formações da QCP para o fortalecimento dos CMDCAs e para a Lei da Escuta Protegida  Além de diversos cursos de capacitação na gestão pública que a QCP já oferece, também são realizadas formações para servidores em alguns dos serviços prestados, como, por exemplo, nas ações de fortalecimento dos Conselhos Municipais dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CMDCAs) e para a Lei da Escuta Protegida.  Essas capacitações acontecem em parceria com outras instituições e no formato híbrido, ou seja, existe tanto um acompanhamento virtual quanto presencial ao longo de um ano. Por ser um modelo longitudinal, os formadores desenvolvem um vínculo com os participantes, o que torna o diálogo ainda mais horizontal com os principais atores do município.  Geralmente, a capacitação para os CMDCAs e para a Lei da Escuta Protegida acontece de acordo com as seguintes etapas:  Paralelo a essas ações, existem desafios a serem superados, por exemplo, a rotatividade de quem ocupa os cargos no Conselho Tutelar e a institucionalização dos fluxos e Lei da Escuta Protegida na memória coletiva do município.  As formações da QCP para o Instituto João e Maria Backheuser Neste caso, a capacitação promovida pela QCP ocorre para o setor da educação pública municipal. Durante o ciclo formativo, foi aplicada a metodologia Planejamento Estratégico Situacional, baseada no Triângulo de Matus.  A partir desse conceito, o planejamento é desenvolvido com base em três pilares: o projeto político, a governabilidade e a capacidade técnica e financeira do município. Esses aspectos englobam desde o diagnóstico situacional da educação no município até o planejamento e estudo de viabilidade.  Além desses pilares, é feita uma priorização dos principais problemas da educação pública local, assim como também são consideradas as experiências e vivências das gestões anteriores na Secretaria de Educação, para que as especificidades do território estejam presentes na formação.  Então, além de atenderem à legislação da educação pública no Brasil, as capacitações e planejamentos realizados junto ao Instituto João e Maria Backheuser também consideram as capacidades técnicas operacionais de cada município, a fim de entregar um resultado personalizado à realidade local.  Invista em capacitação na gestão pública com a QCP! Desde 2003, a QCP – Inteligência em Políticas Públicas atua em prol de organizações do setor público e terceiro setor, com soluções que visam ampliar a democracia, qualificar a participação social e garantir o acesso universal a bens e serviços públicos.  Em relação aos serviços de capacitação na gestão pública que oferecemos, prezamos por investir em formações com alto nível de excelência, pautadas nas metodologias e técnicas mais atuais de gestão pública e direcionadas por profissionais qualificados.  Clique aqui para conhecer o nosso portfólio de projetos já realizados. 

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Fatores que impulsionam e atrapalham o desenvolvimento

Mesmo sem fórmula pronta, é possível investir ou evitar certas tomadas de decisões  O desenvolvimento é um tema de grande relevância em diversas áreas, desde o setor tecnológico até a economia e o meio ambiente. Em um mundo em constante transformação, entender as tendências e os desafios do desenvolvimento é essencial para que empresas, governos e sociedade civil possam tomar decisões certeiras para um futuro mais próspero e sustentável. Neste artigo, falaremos sobre ações que impactam de forma positiva e negativa a construção do desenvolvimento.  O que é desenvolvimento? Antes de falarmos sobre os pontos de impacto no processo de desenvolvimento, vamos falar sobre o conceito de forma ampla: o que é, afinal, desenvolvimento? Na gestão pública, o desenvolvimento se refere ao processo de promoção do progresso e da melhoria das condições de vida da população, através de políticas, programas e projetos governamentais. De modo geral, podemos dizer que o desenvolvimento busca melhoria e progresso.  Fatores que impulsionam o desenvolvimento Ainda que não exista uma fórmula mágica para se chegar ao desenvolvimento, é possível percorrer caminhos que impulsionam neste sentido.  Por isso, é importante elencar alguns fatores que impulsionam o desenvolvimento por se tratarem de condições básicas para o funcionamento saudável da sociedade e economia. Entre os fatores destacados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, temos: Fatores que prejudicam o desenvolvimento Da mesma forma que alguns fatores podem favorecer o desenvolvimento, outros podem atrapalhar.  Para isso, é importante existir, antes de mais nada, uma análise do contexto. Dessa forma, é possível realizar um diagnóstico do que é de fato um obstáculo para o progresso.  Mesmo existindo a necessidade de contextualização, é possível chegar a um consenso de fatores que prejudicam o desenvolvimento. São eles:  Os caminhos para o desenvolvimento Agora que você já sabe alguns dos fatores que impulsionam e prejudicam o desenvolvimento, é possível ter uma análise mais crítica diante dos projetos.  Vale sempre lembrar que cada caso demandará ações personalizadas e não é possível aplicar uma mesma fórmula em todos.  Conte com a QCP – Inteligência em Políticas Públicas  Nossa empresa conta com um vasto portfólio em desenvolvimento. Já foram executados projetos em diversas localidades e áreas, como na região do Vale do Ribeira, em parceria com o Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Vale do Ribeira e Litoral Sul – CODIVAR; no estado da Paraíba, na formulação de estratégias de desenvolvimento; e no apoio ao Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, com a realização de seu planejamento estratégico. Entre em contato conosco para saber mais sobre nossa atuação nesta frente: [email protected] Para ler mais artigos como este, continue navegando no blog da Quanta. A QCP – Inteligência em Políticas Públicas é uma empresa que constrói soluções para organizações do setor público ou de interesse público, com amplo conhecimento teórico, técnico e prático. 

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O uso de dados nas campanhas eleitorais

  Entenda como essas informações podem fazer diferença nas estratégias e resultados do pleito  Campanhas eleitorais são momentos cruciais para a democracia, em que candidatos e partidos políticos buscam conquistar a confiança do eleitorado e garantir o seu lugar no governo – seja ele federal, estadual ou municipal.    À medida que a tecnologia avança, os dados se tornam um ativo valioso e estratégico no cenário de uma campanha. Com a aproximação das Eleições Municipais de 2024, é hora de falarmos sobre como o uso dos dados pode ser essencial para uma campanha política de sucesso.  Qual a importância de dados eleitorais na criação de uma campanha eleitoral? Dados eleitorais são fundamentais para a construção de uma estratégia de campanha, já que eles nos indicam os padrões de comportamento de territórios e grupos sociais em relação a determinados tipos de candidaturas.    Apesar de não determinarem como será uma eleição futura, eles nos ajudam a compreender as probabilidades de comportamento dos eleitores. Com isso, é bem mais fácil decidir onde focar recursos e energia de campanha.   Aplicação na prática  Os dados podem ser utilizados para compreender o perfil do eleitor-alvo e suas preferências eleitorais; mapear áreas onde não há candidaturas fortes e é possível ganhar votos; entender quanto e como os recursos são utilizados nas eleições; projetar sua votação com base nas eleições anteriores. Estratégias muito importantes para o fortalecimento da campanha.   Impacto nos resultados Desde as eleições de 2018, as redes sociais são uma fonte de informação forte sobre candidaturas e eleições. Isso faz com que estejamos expostos a muitas opiniões e interpretações dos dados eleitores. É bem importante que as pessoas que se candidatam busquem fontes seguras e confiáveis de informações, como os disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral.    Candidatos de primeira viagem A primeira campanha é sempre desafiadora, já que ainda não se tem conhecimento sobre as dinâmicas eleitorais do território ou se tem, como base, seu desempenho em eleições passadas.    Por isso, é ainda mais importante usar os dados para compreender seu território e calcular os esforços necessários para a vitória. Assim, será mais fácil entender onde alocar recursos e ter uma campanha eficiente.    Expertise da QCP  A QCP – Inteligência em Políticas Públicas possui uma vasta experiência na área eleitoral. Com o projeto da Plataforma Confirma, desenvolvido por nossa equipe, que teve início nas Eleições de 2020, atuamos na criação de uma plataforma de inteligência estratégica para o desenvolvimento de campanhas eleitorais mais eficientes e vitoriosas.     A plataforma oferece uma visualização simplificada e georreferenciada de um enorme volume dos dados eleitorais, de todas as eleições do Brasil desde 2008. Isso permite que a candidatura entenda melhor onde está seu maior potencial de votos e, assim, decida com mais agilidade e segurança onde compensa alocar seus esforços e recursos financeiros. Para ler mais artigos como este, continue navegando no blog.   A QCP – Inteligência em Políticas Públicas é uma empresa que constrói soluções para organizações do setor público ou de interesse público, com amplo conhecimento teórico, técnico e prático.

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De que forma a QCP – Inteligência em Políticas Públicas pode impulsionar o CMDCA?

Artigo escrito em colaboração com Caio Momesso, pesquisador e consultor da QCP – Inteligência em Políticas Públicas O desejo por uma sociedade mais justa está interligado à necessidade de empresas e instituições (como o CMDCA) em implementar um desenvolvimento sustentável em relação a políticas, economia, sociedade e meio ambiente. Um dos passos para conquistar esse objetivo é pensar em ações concretas que não irão impactar negativamente as gerações futuras, ou seja, as crianças e adolescentes de agora.  Porém, além dessa preocupação com o amanhã, também precisamos garantir que os mais novos tenham qualidade de vida e garantia dos direitos no momento presente. No Brasil, desde 1990 as crianças e adolescentes possuem direitos específicos assegurados pelo Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), o qual possui órgãos responsáveis pelo atendimento e garantia de acolhimento desse público, o caso do Conselho Tutelar; e para o acompanhamento e desenvolvimento da política voltado a esse público, função atribuída ao Conselho Municipal dos Direitos da Crianças e Adolescentes (CMDCA). As proporções continentais do território brasileiro provocam uma distinção social e cultural entre as partes do país, o que traz a necessidade da ação dos conselhos no nível local de atuação. Conforme a Constituição de 1988, o município ganhou diversas responsabilidades na implementação de políticas públicas. O CMDCA na prática Este é um órgão que tem o objetivo de formular, deliberar e fiscalizar as políticas públicas dos municípios que envolvem crianças e adolescentes. Denúncias, reivindicações e solicitações também podem ser feitas no CMDCA. Entretanto, vale ressaltar a diferença na atuação do CMDCA com o Conselho Tutelar. Enquanto o primeiro é responsável pela formulação e controle das políticas públicas, o segundo é quem atende os casos concretos de violação dos direitos previstos no ECA. Além disso, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente é formado por representantes do Poder Executivo municipal e da sociedade civil, enquanto que os integrantes do Conselho Tutelar são eleitos democraticamente pela população. O CMDCA é responsável por gerenciar os recursos do Fundo dos direitos das crianças e adolescentes no município, assim como estabelecer os critérios e priorização para utilização da verba. Para garantir que as políticas públicas voltadas para o grupo infanto-juvenil sejam cumpridas, é necessário que o CMDCA esteja articulado e organizado.  Olhar para suas diferentes dimensões é essencial: o órgão deve manter reuniões periódicas, ter um diagnóstico das principais violações de direitos na cidade e entender quais políticas atendem essas demandas. Projetos especiais podem ser financiados pelo Fundo. Para isso, o CMDCA deve estar empoderado sobre o funcionamento do MROSC (Lei 13.019/2014), que estabelece a relação do poder público com organizações da sociedade civil. A atuação da QCP em parceria com o Instituto Votorantim Desde 2015, a QCP – Inteligência em Políticas Públicas é parceira técnica do Instituto Votorantim para a gestão do Programa Votorantim pela Infância e Adolescência (VIA). Ao longo dos anos, a atuação já ocorreu em 12 estados, 37 municípios e com nove empresas do Grupo Votorantim. Durante esse período, a parceria já concretizou em conjunto algumas metodologias em prol dos CMDCAs, como, por exemplo, a Régua de Maturidade, que tem como objetivo diagnosticar o nível de desenvolvimento de cada CMDCA.  Enquanto o Instituto Votorantim é responsável pelo desenvolvimento do programa e metodologia, a QCP é encarregada da execução e desenvolvimento de determinadas ferramentas metodológicas. Iniciativas como o Programa VIA são essenciais para o funcionamento das políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes, porém, essa não é a única tática a ser usada para torná-las efetivas. A consciência da sociedade civil, perante os direitos infanto-juvenis,  tão necessária quanto a aplicação das legislações. É dessa forma que os primeiros sinais de violação de direitos podem ser identificados com mais facilidade pelos integrantes da comunidade que esse grupo está inserido. Conheça o programa Votorantim pela Infância e Adolescência (VIA) O fortalecimento de políticas e programas geridos pelo CMDCA é uma das frentes em que o VIA atua, contribuindo para uma melhoria na qualidade de vida dos mais novos.  Também impulsiona outras políticas públicas e práticas relacionadas à capacidade institucional e social dos territórios na identificação, resposta e responsabilização de casos de violação de direitos infanto-juvenis.  Dados gerais do VIA em 2024:  → Foram atendidos 16 municípios; → 228 encontros online; → 198.340 pessoas de 0 a 19 anos foram impactadas indiretamente;  → 49 visitas técnicas realizadas;  → 618 participantes; → 1.418 horas de formação.  Entre as outras áreas de atuação do programa, pode-se citar o VIA Solidária e a Rede de Proteção, que são ações de incentivo aos colaboradores pertencentes às empresas do portfólio da Votorantim, as quais visam a doação e destinação do IR e construção de estratégias para enfrentamento às violências. Conheça as outras formas de atuação da QCP – Inteligência em Políticas Públicas Além de atuarmos em prol das crianças e adolescentes, também estamos à frente de soluções que envolvem outros setores da sociedade, juntamente com a economia e o meio ambiente.  Saiba mais sobre os nossos projetos acessando o portfólio disponível em nosso site!  Clique aqui para ler o artigo completo e outros materiais na nossa Revista Digital.

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PACUERA da Usina Hidrelétrica Jirau: desafios, impactos e participação pública na revisão

Entrevista com Leandro Matheus Pieroni, Geólogo e Sócio Diretor da GEOMIND – Geologia e Meio Ambiente Em Jaci Paraná, no Estado de Rondônia, fica localizada a Usina Hidrelétrica Jirau, a quarta maior geradora de energia elétrica do Brasil em capacidade instalada. A gestão sustentável das áreas ao redor do reservatório da usina é assegurada por meio de um documento de planejamento estratégico. O Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial (PACUERA), que é revisado a cada dez anos com o objetivo de equilibrar o uso do entorno do reservatório e as ocupações, tanto as novas quanto as já existentes.  Uma proposta estabelecida pelo IBAMA, que garante também a conformidade com as novas leis ambientais federais. A QCP participou da mais recente atualização do PACUERA UHE Jirau em 2023, colaborando com recomendações de possíveis ações que podem ser adotadas, além de cuidados que devem ser aplicados, sobretudo em Áreas de Preservação Permanente. O geólogo Leandro Matheus Pieroni atuou como Gerente de Meio Ambiente, um dos profissionais envolvidos na equipe multidisciplinar que trabalhou em sinergia no processo de revisão e elaboração. Ajustes consideráveis foram necessários nesta atualização, de acordo com o especialista. Mas, para além dos benefícios de conservação, houve também mudanças na percepção do envolvimento do poder público e da população neste processo. Quais foram os principais desafios e perspectivas de impacto durante a revisão, além das mudanças e soluções aplicáveis? Mais importante que elaborar o documento, é garantir a transparência da informação e o diálogo com o público de interesse. Então, sem dúvida, o maior desafio foi apresentar o Plano para a comunidade. Elaboramos, para isso, uma metodologia de relacionamento construtivo e de engajamento, com aproximação do poder público às localidades do entorno do empreendimento hidroelétrico. Esse conjunto de ações foi primordial para que todos pudessem acessá-lo de forma prática, didática e eficaz. O planejamento e realização desta etapa foi a parte mais desafiadora, mas os resultados foram muito satisfatórios, pois tivemos boas avaliações do poder público e das instituições envolvidas. Quais foram os impactos sociais e econômicos observados nas comunidades locais? O objetivo principal do PACUERA é ordenar os usos potenciais e restrições ambientais da área de abrangência, portanto, em caráter eterno, passível apenas de atualizações ou ajustes pontuais conforme a dinâmica do meio socioeconômico, principalmente. Como o Plano foi aprovado recentemente pelo IBAMA, tais indicadores poderão ser dimensionados de forma mais concreta no decorrer do tempo. Após a aprovação, a utilização dele como referência para o planejamento da ocupação e aproveitamento dos potenciais ou preservação é feita pelo poder público. Estamos falando de uma ferramenta riquíssima que pode ser uma diretriz para o desenvolvimento da região. Agora, cabe à Prefeitura de Jaci Paraná incorporá-lo ao Plano Diretor como referência oficial no planejamento do território. Isso porque todo o zoneamento proposto, desde usos potenciais até restrições ambientais, foi discutido com as comunidades, então o processo de sensibilização, conscientização e responsabilização já representa um crédito marginal considerável, e reflete na melhor qualidade de vida, tanto no aspecto social, quanto econômico. Poderia compartilhar a história ou caso de alguma comunidade impactada pelo reservatório?  Na Usina Hidrelétrica Jirau, em Rondônia, houve uma ação de destaque, que promoveu a mobilização completa de uma comunidade denominada Mutum Paraná. A área foi diretamente afetada pelo enchimento do reservatório, e o empreendedor construiu uma nova localidade com infraestrutura completa. Com isso, houve a realocação de toda a comunidade para uma área mais bem estruturada, com acesso facilitado a serviços públicos diversos, saúde, educação, saneamento, dentre outros, que refletem em melhor qualidade de vida. O processo de consultas à população, por si só, já representa um ganho qualitativo. Com relação a atividades econômicas existentes, é legal apontar as mineradoras de dragagem de ouro que historicamente são realizadas no rio Madeira, onde foi construída a UHE Jirau. Desde o início da implantação, o posicionamento do empreendedor foi favorável à possibilidade de coexistência desta atividade com o reservatório, o que acabou por incentivar a regularização das práticas e o fortalecimento das cooperativas locais, que hoje atuam de forma mais organizada na área do reservatório. Quando falamos de impacto, naturalmente pensamos em algo negativo. Mas, como podemos observar, o incentivo da Usina Hidrelétrica Jirau para continuidade e suporte para regularização e adequação ambiental das atividades de extração de ouro, têm um impacto positivo. A implantação da solução encontrada, incentivo à regularização e continuidade, é tão desafiadora quanto os impactos considerados negativos e passíveis de mitigação. É importante pontuar que, durante o processo de implantação de um empreendimento hidrelétrico deste porte, os impactos são avaliados de forma bastante abrangente. Isso vai desde os impactos diretos,  que envolvem processos de relocação de moradores, até impactos indiretos em seu entorno. A partir de toda essa avaliação, são dimensionadas as ações mitigatórias e compensatórias. Como a participação pública foi importante para a transparência e inclusão durante o processo de revisão? Após a revisão textual inicial e a consolidação dos produtos de comunicação social do PACUERA, o contato direto com o público, tanto comunidade como instituições relacionadas, foi primordial. Por isso, existe um documento apêndice ao PACUERA: o Plano de Comunicação Social. A partir dele, são dimensionadas as estratégias de divulgação, especialmente do zoneamento proposto. A escolha dos locais de realização das consultas e todo o trabalho de divulgação, por meio da distribuição de folders “porta a porta”, cartazes, faixas, carros de som, dentre outros, permitiram uma boa participação do público nesta etapa inicial de inclusão. Em seguida, adotamos uma metodologia de apresentação formal de conteúdo nas reuniões de consultas prévias, com atenção à linguagem acessível e apresentações esquemáticas e intuitivas, adotadas também nos materiais de divulgação, como a Cartilha Explicativa do PACUERA. Ainda que os estudos tenham sido criteriosos, o conhecimento e a vivência dos comunitários são informações valiosas e imprescindíveis a serem consideradas. Para conseguirmos essa proximidade, na segunda parte das reuniões de consultas prévias, adotamos uma metodologia mais dinâmica e participativa. Aplicamos técnicas de mapa mental, que permitiram a interação do público para demonstrar a relação das

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